Contagem regressiva para o IV Simpósio de Termitologia

UFV - Prédio Principal

Faltam apenas duas semanas para o IV Simpósio de Termitologia (SymTermes). O evento será realizado na UFV, de 7 a 10 de novembro e promete envolver as diversas áreas que utilizam cupins como modelo para estudos. Se você ainda não se inscreveu, ainda dá tempo, inclusive para submissão de trabalhos e participação em minicursos. O SymTermes contará com a participação de pesquisadores de vários países. Para se ter ideia, as conferências magistrais serão com pesquisadores da Austrália, Estados Unidos, França e México.

Entre os conferencistas estão:

  • Rebeca Rosengaus: professora associada da Northeastern University, de Boston (EUA). Editora-chefe da revista Ecological Entomology. Sua pesquisa busca compreender os fatores que podem ter influenciado na evolução da socialidade em insetos. Ela levantou a hipótese de que patógenos e/ou parasitas podem ter desempenhado importantes pressões seletivas que favoreceram a evolução de sociedades complexas de insetos.
  • Octavio Miramontes: filiado ao Departamento de Física e Centro de Ciências da Complexidade na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Sua pesquisa se concentra nos fenômenos emergentes em sistemas vivos, utilizando como base a teoria de sistemas complexos. Os estudos sobre cupins do professor Miramontes revelaram o fenômeno de facilitação social e estratégias de exploração espacial altamente sofisticadas que são comuns à matéria não-viva.
  • Theodore Evans: filiado à Escola de Biologia Animal na University of Western Australia. Sua pesquisa tem enfoque na evolução e ecologia da socialidade (especialmente em insetos e aranhas), abordando as seguintes questões: como as baratas solitárias se desenvolveram em cupins sociais? O que levou a diversificação subsequente de cupins em vários nichos? Como coexistem tantas espécies com necessidades semelhantes? E como os cupins afetam o crescimento das plantas através de seus papéis como engenheiros de ecossistemas?
  • David Sillam-Dussès: filiado ao Laboratoire d’Ethologie Expérimentale et Comparée, Université Paris 13 e ao Institute of Ecology and Environmental Sciences of Paris, onde realiza pesquisas com enfoque nas estratégias reprodutivas, estratégias defensivas, evolução, estrutura e função de glândulas e, principalmente, comunicação química de cupins.

O evento contará também com a participação de vários termitólogos brasileiros. Haverá premiações para os melhores trabalhos nas categorias pôster e apresentação oral e concurso de fotografias. Os participantes também podem se inscrever nos seguintes minicursos:

Acesse www.symtermes.ufv.br e saiba mais sobre o IV Simpósio de Termitologia.

Leia também: IV Simpósio de Termitologia terá abordagem multidisciplinar

Particularidades e vivências que o Lattes não conta

Raimundo Aguiar UFT

Quando um estudante ingressa no mestrado, ele traz consigo vivências de toda a sua formação. A pós-graduação é apenas a continuidade de uma história que começa bem antes, ainda na educação básica. Vem a graduação, o mestrado, o doutorado, mas a riqueza de todas essas vivências não cabe no Lattes. O professor Raimundo Wagner de Souza Aguiar, egresso do PPG em Entomologia da UFV, é um bom exemplo disso. O início da sua formação foi em um internato, localizado na maior ilha fluvial do mundo. Ele passou pela polícia militar, pela graduação em Engenharia Agronômica, pelo mestrado em Entomologia na UFV e o doutorado na UnB, até retornar ao seu estado de origem, como professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), onde hoje, colabora e incentiva a formação de outros jovens.

Natural de Formoso do Araguaia (TO), filho de pais lavradores, o professor da UFT aprendeu a sonhar desde cedo: “Meus pais não tinham recursos, mas sempre nos fizeram sonhar. E fazia parte desses sonhos frequentar grandes instituições, como a UFV e a UnB. O meu acesso foi tranquilo e hoje, eu indico o mesmo aos meus alunos. A educação transforma cidadãos neste país. Temos que valorizar cada vez mais as nossas instituições de ensino para transformarmos a nossa sociedade”. Para o professor que nasceu em um dos municípios integrantes da Ilha do Bananal, poder colaborar com a formação de outras pessoas na região Norte é muito gratificante.

  Escola de Canuanã

Raimundo concluiu o ensino médio na Escola de Canuanã, da Fundação Bradesco. A escola fica na maior ilha fluvial do mundo. Cercada pelos rios Javaés e Araguaia, a Ilha do Bananal tem uma área de aproximadamente 25 mil quilômetros quadrados, com belezas naturais exuberantes, e abriga grandes reservas indígenas.

Além da sua fascinante localização geográfica, outras características fazem a Escola de Canuanã ser referência. A instituição é voltada para o cotidiano da comunidade e suas aulas são adaptadas à realidade dos alunos. Ela atende crianças e adolescentes de baixa renda que moram na zona rural da região. Os alunos estudam em período integral e também vivem na escola, que oferece moradia, alimentação, assistência médica e odontológica, esporte e lazer. Além do ensino fundamental e médio, a Fundação oferece o curso de Técnico em Agropecuária, o qual Raimundo fez. De acordo com ele, como lá oferece tudo o que os alunos precisam, os pais deixam seus filhos e eles só retornam para a casa dos pais nos períodos de férias, em julho e dezembro.

O professor da UFT estudou nesse regime de internato por dez anos. Após concluir o curso de Técnico em Agropecuária, ele trabalhou na polícia militar e em 1996, ingressou no curso de Engenharia Agronômica na Universidade do Tocantins. Foi nessa época que a UFV passou a fazer parte dos seus sonhos, já que vários dos professores de lá eram egressos da UFV. “No Norte, a UFV é muito importante por causa desses profissionais”. 

  Acolhimento na UFV

Por incentivo do seu orientador na época, o professor Julcemar Didonet, Raimundo conheceu a UFV. Em 1998, ele veio pela primeira vez a Viçosa, onde fez estágio com os professores José Cola Zanuncio e Raul Narciso Carvalho Guedes. Esse período foi determinante para inspirá-lo a seguir na pós-graduação. Assim, em 2001, Raimundo retornou à Viçosa para fazer o mestrado em Entomologia, sob a orientação da professora Leda Faroni.

Durante o mestrado, Raimundo desenvolveu pesquisas sobre atmosfera modificada no controle da praga Triblium castaneum. “Saí de uma universidade pequena. Não é fácil estar num berço do conhecimento como é a UFV, e eu fui muito bem acolhido. O sistema de conhecimento de Viçosa é muito importante porque além de ter o acolhimento dos alunos que chegam de outras instituições, ele permite que, de uma forma amigável, você adquira conhecimento com os colegas que já estão no departamento. Tenho um grande carinho pelo Departamento de Entomologia. Hoje, a Entomologia é Conceito 7 e eu fiz parte dessa história. Foi um marco na minha formação profissional e contribuiu para a minha formação pessoal, o criticismo e a perspectiva de desenvolvimento com eficiência”.

  Interdisciplinaridade

Após concluir o mestrado em 2003, Raimundo ingressou na Universidade de Brasília (UnB), onde fez doutorado em Biologia Molecular, sob a orientação do professor Bergmann Morais Ri. No doutorado, ele trabalhou com expressão de proteína voltada para o controle de insetos. “Mudei de área, mas voltado para uma parte nova que estava surgindo junto à entomologia, que é desenvolver peptídeos, pegar proteínas isoladamente e testar contra insetos. São duas linhas totalmente diferentes, mas o meu conhecimento inicial em entomologia me ajudou muito no doutorado. Isso mostra a interdisciplinaridade do curso” – avalia.

Desde 2008, Raimundo é professor adjunto na UFT e mantém parcerias com colegas da UFV, como o professor Eugenio Eduardo de Oliveira. Motivo pelo qual, recentemente, ele esteve na UFV. No dia 28 de setembro, ele ministrou a palestra “Flora e fauna neotropicais como fontes de inspiração para produtos biotecnológicos”. A sua abordagem mostrou para os estudantes da Entomologia, como é amplo o campo de ação de um entomologista, podendo abranger também o desenvolvimento de produtos biotecnológicos, tendo como inspiração a flora e fauna.

Palestra Raimundo Aguiar

Para o professor da UFT, mesmo estando geograficamente distante, a UFV permite parcerias em pesquisas. “Isso favorece os programas de pós-graduação que estamos implantando na UFT, que são gerenciados por ex-alunos da UFV. Estamos formando pessoas na região Norte, a partir dos professores formados na UFV” – afirma, com orgulho.

  Veja mais alguns momentos da última visita do professor Raimundo Aguiar à UFV:

Seis candidatos ao doutorado se classificam para a arguição oral

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Saiu o resultado da prova escrita ao doutorado: seis candidatos foram classificados para a próxima etapa do Processo Seletivo 2018/1. A prova escrita teve o valor de 10 pontos, sendo eliminatória para o doutorado. Foram classificados os candidatos que alcançaram nota igual ou superior a 5,0, conforme pode ser conferido no arquivo abaixo:

 Resultado da prova escrita ao doutorado

A etapa seguinte da seleção ao doutorado é a arguição oral, que será realizada no dia 27 de outubro (sexta-feira). A arguição oral também é eliminatória, sendo que será considerado eliminado o candidato que não alcançar nota igual ou superior a 5,0. Nessa etapa, serão avaliadas as capacidades técnicas e científicas e aptidão vocacional para ingresso no doutorado.

 O Processo Seletivo ao mestrado já foi concluído. Confira o resultado final da seleção ao mestrado 

Veja o resultado final da seleção ao mestrado

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Foi divulgado nesta terça-feira, dia 17, o resultado final do Processo Seletivo 2018/1 ao mestrado. Confira:

Resultado final Mestrado

 

 A seleção de candidatos ao doutorado está em andamento. Nesta terça-feira foi divulgado o resultado da primeira etapa: Resultado da prova escrita ao doutorado

A última etapa do Processo Seletivo ao doutorado, a arguição oral, será realizada no dia 27 de outubro.

Entomoparty promove integração e descontração entre membros da Entomologia

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Nem só de experimentos, publicações e disciplinas vivem os entomologistas da UFV. Se divertir também faz parte. Visando recepcionar e integrar os novos estudantes do PPG em Entomologia da UFV, foi realizada no dia 23 de setembro, a Entomoparty, uma animada confraternização organizada pelos representantes discentes. A recepção aos “calouros da pós-graduação” mostrou que, além de pesquisa de qualidade, os integrantes da Entomologia também sabem festejar com excelência.

Quem participou garante que a Entomoparty não só cumpriu o objetivo de integrar os estudantes, mas também os professores que estavam presentes. “Professores e alunos de mestrado e doutorado, todos no mesmo ambiente conversando de igual para igual. Senti-me bem acolhida, pude ter mais contato com as pessoas que tinha conhecido apenas de vista. As brincadeiras do ‘trote’ foram divertidas e ajudou mais ainda nessa integração. Foi um momento bacana, já quero a próxima Entomoparty” – afirma a estudante Mayara Loss Franzin, que ingressou no doutorado neste semestre, sob a orientação da pesquisadora Madelaine Venzon.

Após cursar Agronomia no Instituto Federal do Espírito Santo e concluir o mestrado em Ciências Agrárias na Universidade Federal de São João Del Rei, Mayara chegou à UFV com receio de como seria a sua adaptação à nova instituição: “A minha graduação e mestrado foram em instituições pequenas, e isso colabora para que ‘todo mundo conheça todo mundo’. Quando cheguei à UFV, tive receio de me sentir sozinha pelo fato de ser uma instituição grande e isso talvez, fizesse as pessoas não serem receptivas. Mas, para minha alegria, aconteceu o oposto. Senti-me muito bem acolhida pelo Departamento de Entomologia e pelas pessoas do meu laboratório. Todas as pessoas com quem tive contato foram receptivas e se mostraram dispostas a me ajudar nesta nova etapa. Tem sido uma experiência incrível ser uma aluna da UFV, a cada dia me apaixono mais por isso aqui! Além disso, está sendo gratificante me especializar em um curso renomado no país, cheio de excelentes profissionais e com uma ótima estrutura para a pesquisa e o ensino”.

Quem também chegou à UFV há pouco tempo e já se sente em casa, é o argentino Rodrigo Gabriel Cazado Torasso, estudante da Facultade de Agronomía e Zootecnia, da Universidad Nacional de Tucumán (Argentina). O estudante de graduação chegou ao Brasil no mês de agosto, para mobilidade acadêmica. Ele está estagiando no Laboratório de Interações Inseto-Planta, sob a orientação do professor Eliseu José Guedes Pereira.

Rodrigo ficará no Brasil até o dia 20 de dezembro e tem aproveitado bastante esse período: “Estou gostando muito. Na verdade, a vida no Brasil é diferente. Mas acho que a mobilidade acadêmica é muito boa para conhecer outras culturas, jeito de viver, língua, pessoas, paisagem, cidades, etc. Tenho muito saudade da minha cidade, família, amigos, comidas, etc. Mas eu já estou pensando em voltar para fazer pós-graduação” – revela, entre risos.

O estudante argentino também participou da Entomoparty e aproveitou a oportunidade para fazer novas amizades. A confraternização reuniu cerca de 80 participantes, entre estudantes de graduação e pós, pós-doutores, professores, técnicos, egressos e acompanhantes.

Além de toda a diversão, o evento possibilitou discutir assuntos mais sérios como, por exemplo, a participação no EntomoQuiz, jogo de perguntas e respostas realizado durante o Congresso Brasileiro de Entomologia. De acordo com o representante discente Wilson Rodrigues Valbon, “a Entomoparty é importante para a integração e aproximação dos estudantes, uma vez que o Programa atende alunos de outros departamentos. Além disso, durante o evento foi discutido sobre a partição dos alunos no EntomoQuiz. Esta edição da Entomoparty também foi especial pois teve sorteio de brindes como camisas e chaveiros do último Simpósio de Entomologia, com o objetivo de resgatar a importância da participação dos estudantes na organização do próximo Simpósio, em 2019. Somado a isso, comemoramos o conceito 7 da CAPES novamente”.

Vale lembrar que a Entomoparty é o único momento de lazer que reúne grande parte dos estudantes da pós-graduação. A representação discente tem algumas ideias para ampliar esses momentos de integração. Mas enquanto eles não chegam, só nos resta aguardar pela próxima Entomoparty, prevista para o próximo semestre. Afinal, depois de dois anos de mestrado ou quatro de doutorado, além do título, levamos o aprendizado, as amizades, as lições e as lembranças dos momentos que vivemos.

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  Alguns registros de edições passadas, Entomoparty 2014, 2015 e 2016: