Comunicado da Comissão Coordenadora do PPG em Entomologia

Prezados docentes, discentes e colaboradores do PPG-Entomologia,

Neste momento difícil, é importante que todos (mas os discentes em especial) saibam que podem contar com a Comissão Coordenadora. Para relembrar, a Comissão Coordenadora é composta pelos professores Simon, Og, Gustavo e Frederico, e os representantes discentes Vanessa e Douglas. Há também um grupo de apoio sendo formado no Facebook ou via WhatsApp para os estudantes que permaneceram em Viçosa.

As indicações da UFV e da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação se encontram nas respectivas páginas: https://www.ufv.br/coronavirus/faq/ e http://www.ppg.ufv.br/. Vale ressaltar alguns pontos:

1. O atendimento tanto da PPG quanto da Secretaria do PPG-Entomologia está não-presencial no momento, havendo necessidade entre em contato com a secretaria (ent@ufv.br).

2. Item 32 das Perguntas Mais Frequentes disponibilizadas pela UFV: “32 – As atividades de pesquisa precisam ser suspensas? Recomenda-se o trabalho remoto domiciliar. Em casos de extrema necessidade, como por exemplo cuidar de organismos vivos, o acesso às instalações da universidade poderá ocorrer a critério dos coordenadores dos grupos de pesquisa.

É um momento bom para adiantar trabalhos como projetos de pesquisa, textos para qualificações, trabalhos de conclusão, eventuais publicações ou mesmo para cursos online (há uma série de cursos sendo ofertados gratuitamente). Se qualquer estudante se sentir inconfortável com as atividades atuais, fiquem à vontade para entrar em contato com qualquer membro da coordenação.

3. A indicação de diversas autoridades é de ficar em casa o máximo possível e minimizar o contato físico com outras pessoas. A Comissão Coordenadora enfatiza a importância de agir de acordo com esta indicação. Ao mesmo tempo, reconhecemos que isso possa gerar ansiedade, especialmente com o cenário atual. O ideal é criar uma rotina dentro de casa e procurar se informar das atualidades em certos horários (“worry time” segundo os psicólogos). Também, isolamento físico não implica necessariamente em isolamento social. 

4. Qualificações e defesas de dissertação ou tese não foram suspensas, desde que não sejam presenciais. 

Atenciosamente,

Simon Elliot e Comissão Coordenadora do PPG-Entomologia

Entomologia UFV participa de socialização do saber em evento de extensão na região de Viçosa

Integrantes do Programa de Pós-Graduação em Entomologia participaram da XI Vitrine do Milho PDPL-UFV juntamente com produtores rurais, técnicos, profissionais de revendas de produtos agropecuários, estudantes e professores da UFV, numa grande troca de conhecimento e experiência, realizada no dia 29 de fevereiro, na fazenda “Nô da Silva”. 

A equipe do Laboratório de Interação Inseto-Planta, coordenado pelo professor Eliseu José Guedes Pereira, participou do evento e apresentou parte dos resultados de pesquisas aplicadas ao manejo de pragas em cultivos de milho. A doutoranda em Entomologia Camila Oliveira Santos apresentou os resultados do seu trabalho de dissertação, cujo objetivo foi “avaliar a eficiência da integração de diferentes tecnologias de manejo (milho transgênico Bt, tratamento de sementes e inseticidas foliares) contra duas importantes pragas em milho, a lagarta-do-cartucho e o percevejo barriga verde”.

Presente pela segunda vez numa edição da Vitrine do Milho, Camila acredita que a participação de estudantes de pós-graduação e graduação em eventos de extensão é essencial. “Particularmente, sempre gostei de estar no campo, vivenciar na prática o que aprendemos em sala de aula. Isso auxilia no nosso crescimento profissional e humano, com novas experiências, além de treinarmos uma forma de comunicação mais didática” – destaca.

Por sua vez, o doutorando em Fitotecnia Antônio Carlos Leite Alves acredita que “um evento como a Vitrine do Milho é uma excelente oportunidade para conversar, lado a lado, com os produtores rurais e profissionais de empresas. Nos permite fazer network e mostrar para o público presente que estamos preparados para o mercado de trabalho. Também permite que possamos alinhar nossas pesquisas ao que realmente interessa para os agricultores, ou seja, nos ajuda a fazer trabalhos mais aplicados e desafiadores”.

Da academia para a sociedade

Na Vitrine do Milho deste ano, Antônio apresentou parte dos resultados de sua pesquisa com inseticidas de tratamento de sementes visando o controle da lagarta-do-cartucho. “Esse experimento foi conduzido em casa de vegetação, e os resultados mostraram que todos os inseticidas testados (ciantraniliprole, clorantraniliprole e tiodicarbe + imidaclopride) causaram mortalidade de larvas de 3º instar superior a 80% do 1º ao 11º dia após a emergência das plantas e protegeram-nas contra injúrias das lagartas advindas de infestação no cartucho. Resultado semelhante foi obtido para larvas de 5º ínstar (hábito de lagarta rosca), das quais os inseticidas, entre 2 e 8 dias após a emergência das plantas, causaram mortalidade acima de 80% e protegeram contra injúria das lagartas que se alimentaram na base da planta. Esses resultados indicam que o uso de tratamento de sementes com inseticida da classe diamida (ciantraniliprole, clorantraniliprole) ou carbamato + neonicotinoide (tiodicarbe + imidaclopride) deve proteger as plantas de milho contra injúrias de larvas de Spodoptera frugiperda advindas de ovos ou residentes na área de cultivo, durante, respectivamente, 11 ou 8 dias após emergência da cultura”.

O doutorando em Fitotecnia avalia que “no meio científico os nossos resultados de pesquisas são publicados em periódicos, e às vezes as informações que são publicadas ali não chegam até o nosso público alvo. Dessa forma, num evento de extensão, podemos contribuir levando os resultados dos nossos trabalhos diretamente para a sociedade e de forma mais rápida. E assim, eles ficam cientes do que realmente estamos fazendo na universidade pública. Eventos de extensão como a Vitrine do Milho, possibilita o contato direto da sociedade com a comunidade acadêmica”.

Dentre os recentes avanços obtidos com as pesquisas desenvolvidas pela equipe do Laboratório de Interação Inseto-Planta, o professor Eliseu José Guedes Pereira, que também participou do evento, destaca a integração de métodos de controle e o adequado uso de tratamento de semente para manejo de insetos na parte aérea das plantas. “Essa técnica começou a ser usada recentemente e carece de pesquisa científica e divulgação desse saber ao produtor e profissionais da cadeia produtiva. Esse saber é útil ao tomar decisão de aquisição de semente tratada e/ou tratá-la na propriedade e de integração com cultivares geneticamente modificados e outros métodos de controle de pragas. Acredita-se que essa abordagem sistematizada contribui para melhor sustentabilidade da produção de milho/leite, com benefícios para a sociedade e o meio ambiente”. Diante disso, o professor conclui que “exemplos como esse de ação coletiva de pós-graduandos e graduandos mostra como é possível integrar o Ensino, a Pesquisa e a Extensão para interferir na realidade que cerca as universidades e seus programas de pós-graduação”.

Novas vagas são abertas para seleção de candidatos ao PPG em Entomologia da UFV

Mais uma oportunidade para quem deseja ingressar no mestrado ou no doutorado em Entomologia da UFV. Estão sendo oferecidas novas vagas para este primeiro semestre letivo de 2020. São cinco vagas para o Mestrado e sete para o Doutorado. As inscrições começam nesta terça-feira, dia 10 e vão até o dia 16 de março, ao meio-dia.

Baixe o Edital Extraordinário -Primeiro Período Letivo de 2020, nele constam todas as informações que o candidato precisa saber para se inscrever.

Projeto de pesquisa sobre toxicidade de agroquímicos a abelhas sem ferrão obtém financiamento internacional

A nova orientadora do PPG em Entomologia Maria Augusta Lima Siqueira acaba de aprovar um projeto com financiamento da The Rufford Foundation, uma instituição do Reino Unido que financia pesquisas na área de biologia da conservação. O projeto Attractiveness and combined toxicity of pesticides to wild bees: subsidies for pollinator conservation busca “levantar informações sobre as consequências da exposição de abelhas silvestres a agroquímicos muito usados no Brasil. Pretendemos entender quais são os efeitos dessa exposição em campo sobre toda a colônia e não somente sobre as abelhas, geralmente testadas de forma individual” – descreve a coordenadora do projeto.

A pesquisadora brasileira explica que será estudada “a toxicidade de dois agroquímicos muito usados no país à abelha Plebeia lucii, gerando informações que subsidiem estratégias conservacionistas para abelhas sem ferrão, em geral, e para essa espécie, em particular. De forma inédita, serão feitos estudos toxicológicos com abelhas sem ferrão, onde as abelhas serão expostas a mais de um produto em casas de vegetação. Assim, poderemos avaliar, de forma mais realista que ensaios laboratoriais, como a aplicação de pesticidas pode prejudicar colônias de abelhas silvestres. Verificaremos também se essas abelhas se alimentam das soluções contaminadas em situações de escolha, ou seja, se soluções contaminadas repelem, ou não, os insetos em campo”.

Com um financiamento no valor de 5900 libras, cerca de 30 mil reais, o projeto terá duração de 12 meses, com término previsto para março/2021. O projeto conta também com financiamento do Funbio (Fundo Nacional para Conservação da Biodiversidade) e do Instituto Humanize, por meio do Programa Bolsas Funbio – Conservando o Futuro 2019, com aporte de cerca de 20 mil reais.

Com a coordenação da professora Maria Augusta Lima Siqueira (Departamento de Biologia Animal/UFV), o projeto conta ainda com a participação do professor Lucio Antonio de Oliveira Campos (Departamento de Biologia Geral/UFV), da estudante Lívia Maria Negrini Ferreira (PPG em Ecologia da UFV) e do professor Michael Hrncir (Departamento de Fisiologia/USP). O projeto contará também com o apoio do doutorando em Entomologia Rodrigo Cupertino Bernardes, que auxiliará nas análises dos dados, no processamento de imagens e no delineamento experimental.