Chegou a hora de se inscrever no Processo Seletivo da Entomologia UFV

As inscrições para o Processo Seletivo 2017/II da Entomologia começam nesta quinta-feira, dia 23. Estão previstas seis vagas para o Mestrado e seis para o Doutorado. Lembrando que o número de vagas pode ser ampliado ou reduzido de acordo com a disponibilidade de bolsas.

Para o mestrado, as etapas da seleção compreendem prova escrita classificatória e análise de currículo. Para o doutorado, a prova escrita é eliminatória. O candidato que não alcançar nota igual ou superior a 5,0 será eliminado. Além da prova escrita, os candidatos ao doutorado passam por análise de currículo e arguição oral. Será eliminado o candidato ao doutorado que não alcançar nota igual ou superior a 5,0 na arguição oral.

A prova escrita consistirá na interpretação de um artigo científico escrito em inglês. A prova será realizada em Viçosa, no dia 05 de maio, das 8 às 11h30min (horário local). Visando facilitar a participação, o Programa de Pós-Graduação em Entomologia oferece ao candidato a possibilidade de fazer a prova escrita em outros locais do Brasil e exterior. Contudo, isso não se configura como direito adquirido.

Os candidatos que desejarem fazer a prova fora de Viçosa precisam informar no momento da inscrição o local pretendido e devem contatar previamente um pesquisador ou professor que se disponha a aplicar a prova numa instituição sediada na cidade escolhida. Feito isso, é preciso enviar essas informações à secretaria do PPG em Entomologia, através do e-mail ent@ufv.br, com cópia para entomoprova@gmail.com.

A arguição oral, etapa exclusiva para os candidatos ao doutorado, poderá ser realizada via Skype para residentes em outras cidades, desde que os candidatos avisem com antecedência à secretaria do Programa.

Os interessados têm até o dia 28 de abril para se inscreverem. Para mais informações, acesse o arquivo dos Critérios para a seleção de candidatos 2017/II.

I Simpósio de Ecotoxicologia e Ecofisiologia Animal começa com sucesso na UFV

Teve início na segunda-feira, dia 20, a primeira edição do Simpósio de Ecotoxicologia e Ecofisiologia Animal. São três dias de evento, em que os participantes, vindos de todas as regiões do Brasil, participam de discussões sobre “temas bem diversos, que envolvem tanto vertebrados quanto invertebrados, quando expostos a diferentes contaminantes ambientais”.

O professor Eugenio Eduardo de Oliveira, que integra a comissão organizadora do evento, destaca a diversidade do público presente no Simpósio: “Há participantes de todas as regiões do Brasil, onde gostaria de destacar participantes do Pará, Santa Catarina, Goiás e Tocantins. Tivemos mais de uma centena de inscritos, sendo 55 de graduação, 48 de pós-graduação e nove profissionais (pós-doutores e professores), de todos os tipos de instituições. Temos inscritos de institutos federais, de universidades federais, de universidades particulares, além de empresas de assistência técnica, como a Epagri, de Santa Catarina”.

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O primeiro dia do evento foi marcado por palestras e minicursos. A primeira palestra foi ministrada pelo Dr. William Karasov, da University of Wisconsin–Madison, nos Estados Unidos. Ele abordou o tema “Wildlife ecotoxicology: how new trends and techniques advance knowledge”.  De acordo com a doutoranda Jerusa Oliveira, que também participa da organização do evento, “no primeiro dia, tivemos um balanço muito positivo, com todas as expectativas alcançadas. Ressaltando que este é o primeiro simpósio sobre esse tópico na UFV e atingimos um número grande de inscritos, incluindo representantes de todas as regiões do país”.

Nesta terça e na quarta-feira, acontecem as apresentações dos pôsteres e outras comunicações orais. Na tarde desta terça-feira, ocorreram duas palestras: “Pesticidas e suas múltiplas desordens em abelhas”, ministrada pelo professor da UFV, Dr. Gustavo Ferreira Martins, e “Utilização da tecnologia de Eletropenetrografia (EPG) em estudos toxicológicos com pesticidas em hemípteros”, ministrada pelo Dr. Edmar Souza Tuelher (UFV). À noite será a seção de pôster.

Já na quarta-feira, último dia do evento, além de comunicações orais e minicursos, serão ministradas três palestras, no Auditório 2 do prédio EBS:

  • Às 8h: “Insetos aquáticos como modelos em estudos ecotoxicológicos utilizando inseticidas neurotóxicos e metais pesados” – Dr. Eugenio Oliveira (UFV)
  • Às 14h: “Arsênio e reprodução: efeitos sobre animais saudáveis e diabéticos.” – Dra. Mariana Machado Neves (UFV)
  • Às 15h: “Peixes podem ser bioindicadores de contaminação ambiental?” – Dr. Laércio dos Anjos Benjamin (UFV)

O I Simpósio de Ecotoxicologia e Ecofisiologia Animal é uma iniciativa de professores e estudantes dos departamentos de Entomologia e Biologia Animal da UFV.

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Representantes discentes dão boas vindas aos novos alunos da pós

Os estudantes que ingressaram neste semestre no PPG em Entomologia, tiveram a oportunidade de esclarecer as dúvidas que surgem no início do curso, durante um bate-papo na última quinta-feira, dia 9. Os representantes discentes, Wilson Rodrigues Valbon e José Augusto Roxinol, promoveram o encontro, onde foram repassadas as principais informações que um estudante precisa saber ao ingressar na pós-graduação. Além do repasse de informações, o bate-papo foi uma oportunidade para os estudantes se conhecerem e apresentarem aos colegas suas linhas de pesquisa e respectivos orientadores.

Temas como, regimento da pós-graduação na UFV, coeficiente de rendimento, registro de pesquisa, plano de estudo e bolsas, foram abordados. Dúvidas sobre como fazer registro do plano de estudo ou como acompanhar o andamento de um processo no SGPPG, sobre coeficiente de rendimento e os motivos que podem gerar um processo de desligamento do aluno, foram esclarecidas. Estudantes que já estão no PPG há mais tempo, também aproveitaram para levantar seus questionamentos, sobretudo, a respeito da burocracia e das exigências para montagem da banca de defesa de tese ou dissertação.

Na oportunidade, foram apresentados aos novatos: o chefe do Departamento de Entomologia, Eraldo Rodrigues de Lima, o coordenador do PPG, Simon Luke Elliot, e a secretária do PPG em Entomologia, Eliane de Castro Silva. Neste link , você encontra todos os tópicos que foram abordados na reunião.

Para finalizar, foi proposta a realização de uma confraternização nos próximos meses. Os novos alunos ainda receberam a missão de encontrar um “padrinho” da Entomologia. “O padrinho deve ser um estudante do último semestre do doutorado ou do mestrado e deverá ser apresentado durante a confraternização. Além disso, o afilhado deverá comparecer na banca de defesa do seu padrinho”.

Segundo os representantes discentes, “o bate papo com os alunos foi bem proveitoso, marcado por muita descontração e troca de informações. Destacamos a importância de tais reuniões para integrar os alunos e fazer com que essa integração seja mais um motivo de satisfação e qualidade em nosso programa”.

Os estudantes Wilson Rodrigues Valbon e José Augusto Roxinol informam que foi criado no Facebook, o perfil Discentes Entomologia UFV, com o objetivo de divulgar informações e esclarecer dúvidas relacionadas às atividades do PPG em Entomologia, bem como aproximar estudantes e professores. Além do perfil no Facebook, os alunos podem entrar contato com os representantes pelo e-mail discentes.entomologia@gmail.com .

Perfil: Raul Narciso Carvalho Guedes

“O fato é que insetos incitam a minha curiosidade e se apresentam como modelos de trabalho muito interessantes para mim”. A constatação pessoal é do pesquisador que conquistou a última edição do Prêmio Funarbe de Reconhecimento em Pesquisa, o professor Raul Narciso Carvalho Guedes. O Prêmio visa “homenagear os pesquisadores comprometidos com a captação de recursos e a produção científica de excelência”. Características que, por sua vez, permeiam a carreira do professor titular do Departamento de Entomologia da UFV. São 25 anos de docência, dedicados à formação de recursos humanos e à pesquisa dos efeitos adversos de inseticidas em “sistemas entomológicos”. Uma busca constante pela produção científica de qualidade, que se iniciou enquanto ele ainda era estudante na UFV e foi paulatinamente alcançando inserção internacional.

Antes de tudo, vale fazer uma breve passagem pelo seu currículo. Em 2011, ele foi nomeado Fellow of the Royal Entomological Society. Foi coordenador do PPG em Entomologia (2009-2013). Membro da comissão coordenadora do PPG em Bioquímica Agrícola (2010-2014) e membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFV (2009-2011). Foi membro da Câmara de Assessoramento de Ciências Biológicas e Biotecnologia da Fapemig entre 2010 e 2012. Diretor-Científico da Funarbe entre 2011 e 2014. É membro da Câmara de Biologia Aplicada da Research Foundation – Flanders (Bélgica) e docente adjunto da Dalhousie University (Canadá). É membro do comitê permanente da International Working Conference on Stored Product Protection e integra o comitê editorial de vários periódicos científicos.

 Produção científica

Ao todo são 289 artigos completos publicados em periódicos até hoje. Tomando como referência apenas uma base de dados, só na Web of Science, ele totaliza 236 trabalhos, 3139 citações e Fator H 31. Nos últimos 15 anos, o professor Raul captou cerca de 1,2 milhões de reais em projetos não institucionais, gerenciados pela Funarbe. Ele avalia que essa é “uma captação razoável de um pesquisador ativo da instituição” e vê, “com pesar, tal captação ser pouco frequente”. Para o pesquisador, “o destaque cabe mais ao fato de conseguir reverter uma captação mediana em uma produção científica de qualidade e consistente ao longo do tempo e que tem sido efetivamente consultada, utilizada”.

Basta dar uma olhada no seu currículo Lattes para perceber que, sem dúvidas, a sua bibliografia é referência na área de Ecotoxicologia de Inseticidas. Dentre todos os trabalhos realizados, ele afirma não ser possível destacar um: “Acredito que o melhor ainda é aquele que eu vou fazer. Tenho tido a satisfação de integrar alguns trabalhos em áreas bem diferentes nos últimos anos. A interação com alguns docentes mais jovens da UFV tem sido particularmente profícua e criativa. Outros colegas mais antigos sempre renderam boas colaborações e vários dos meus trabalhos mais interessantes são exatamente com eles. Na realidade, uma coisa que gosto na UFV é a receptividade que tenho em termos de colaborações com outros colegas explorando ideias diferentes. Mais recentemente tenho recebido muitos convites para escrever artigos de revisão e opinião, o que tem sido extremamente instrutivo. Tenho gostado desta experiência, pois me possibilita desenvolver novas ideias ao identificar lacunas de conhecimento ou percepções questionáveis, além de me incentivar a buscar novas metodologias e abordagens. Este exercício tem sido prazeroso, apesar de demandar esforço extra”.

 Início na UFV

Esforço pelo visto foi o que não lhe faltou desde que chegou a Viçosa (MG), em 1985, como estudante do curso de Agronomia. “Sempre gostei de biologia animal, com uma queda por genética e evolução. O meu primeiro ano foi curioso e importante, pois nele descobri que gostava de cálculo diferencial e integral, que química e física aplicadas tinham seus apelos, e biologia não representava grande surpresa em termos de aptidão”.

Da vida estudantil, o professor Raul recorda várias histórias, “todas na UFV, pois vivíamos imersos nela. A maioria refletindo as dificuldades e apertos do período, já que o nível de exigência da UFV era bem elevado, requerendo que tirássemos um mínimo de 75% para não irmos para prova final. No caso da minha turma, como pegamos mudança de currículo de Agronomia, passando de um mínimo de quatro para cinco anos e nossas novas disciplinas sem sequer aprovação pelo Conselho Universitário, a coisa foi bem complicada. Fiz disciplinas que ninguém mais fez depois, inclusive, Meteorologia Agrícola. Todas obrigatórias. Só no final do curso pudemos escolher cursar duas ou três disciplinas optativas de um total de seis” – relembra. Nessa época também ele teve aulas com “algumas figuras mitológicas da UFV”, como os professores Matozinhos (Fitotecnia) e Sérvulo (Solos), e teve breve contato com os professores Milgar (Entomologia) e Hélio (Meteorologia), só para citar alguns.

As suas primeiras oportunidades na Universidade foram como monitor de Genética Básica e depois como estagiário no Departamento de Solos. “Somente depois destas oportunidades tentei estágio na Entomologia, onde não consegui. Contudo, acabei conseguindo estágio em Entomologia de Produtos Armazenados no Centro Nacional de Treinamento em Armazenagem (Centreinar), onde tive bolsa de iniciação científica e depois cheguei a trabalhar por um ano, antes de ser contratado pela UFV como professor assistente”.

 Área de interesse

Após a graduação, ele ingressou no mestrado em Entomologia, também na UFV, sob a orientação do professor José Oscar Gomes de Lima. “Um bônus adicional do meu mestrado foi o incentivo em tentar o doutorado no exterior, em minha área de interesse – Toxicologia de Inseticidas, que era muito carente no Brasil. Na verdade, a carência ainda persiste, mas uma nova geração promissora de colegas promete reverter o quadro” – pondera com otimismo. O desejo de seguir no doutorado foi adiado, já que ele havia passado no concurso para professor da UFV.

O professor Raul começou as atividades docentes em novembro de 1992. “O meu início na UFV foi interessante, com muitas aulas, mas em boa companhia com os novos colegas – Marcelo Picanço e Angelo Pallini. Ainda assim foi possível explorar alguns experimentos em colaboração com o Marcelo, com quem me diverti muito à época. O Og estava completando o doutorado na Inglaterra e só vim a interagir com ele após o meu retorno do doutorado. Uma grata surpresa que tive no período inicial da minha docência foi que descobri gostar de dar aulas, o que tinha minhas dúvidas a respeito”.

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Após dois semestres como professor na UFV, o pesquisador foi para os Estados Unidos, fazer doutorado em Entomologia, na Kansas State University.  “O meu retorno ao Brasil aconteceu em meados de 1997, com novas ideias e conceitos a serem postos em prática e testados. O meu reenquadramento na UFV aconteceu logo após o meu retorno, quando passei a professor adjunto”.

 Inserção internacional

Além das novas ideias e conceitos, o recém-doutor trouxe consigo o desejo ainda mais evidente de inserção internacional. Mas ele sabia que isso seria fruto de um desenvolvimento paulatino e consistente do seu trabalho. “Logo que retornei ao Brasil, notei que teria mais dificuldade de publicar aqui do que no exterior, pois a minha área de pesquisa foi e ainda é fruto de negligência no país, onde tem foco extremamente restrito. Assim, a dificuldade é maior para se conseguir revisores adequados, incorrendo em atrasos e problemas. No exterior, o meu material era mais facilmente compreendido e aceito, até porque a minha área estava em plena expansão na América do Norte e Europa. Até hoje a minha pesquisa ainda desfruta de boa receptividade nestas regiões, inclusive porque foge um pouco das priorizações nelas. Acabo favorecido como um elemento reconhecido como de inesperada criatividade nestas regiões e que tem tido boa aceitabilidade. Até quando eu não sei, mas sempre é possível explorar aspectos novos, mesmo em coisas, conceitos ou situações antigas”.

O pesquisador desfruta de grande reconhecimento no exterior. Em 2013, esse reconhecimento veio em forma de premiação. Naquele ano, o Departamento de Entomologia da Kansas State University, onde o professor Raul fez o doutorado, conferiu a ele o Alumnus Distinguished Award, prêmio entregue anualmente a um ex-aluno que construiu uma carreia de sucesso.

 Aperfeiçoamento

Além da Kansas State University, o pesquisador teve passagem por outras instituições fora do Brasil. Foram três pós-doutorados: na University of Leicester, na Inglaterra (2002); no USDA Grain Marketing and Production Research Center, nos Estados Unidos (2007); e na Carleton University, no Canadá (2008). Atualmente, ele vive período sabático nos Estados Unidos, onde após viabilizarem auxílio financeiro para sua ida e estadia, o professor Raul deverá cumprir contrato de trabalho com duração prevista de dois anos, no USDA. “A expectativa é de que esteja definitivamente de volta ao Brasil em junho de 2018. Tenho mantido meu envolvimento com a UFV e a pós em Entomologia via e-mail, Skype e videoconferência. Até tem funcionado melhor do que o esperado, apesar de eu ainda guardar desconforto em manter interlocução remota com meus orientados” – avalia. Raul e alunos

Para ele, a relação que mantém com os alunos é bem tranquila (pelo menos é o que ele acha!). “Eu era bem exigente e particular no início da minha carreira na UFV e sem muita paciência com burocracia ou falta de conformidade ou empenho (pelo menos como eu percebia tal empenho). Acho que fui melhorando com o tempo e sabendo lidar melhor com a diversidade de pessoas com o qual a gente encontra, e a forma com que pensam ou executam as coisas. Neste aspecto, o doutorado nos EUA foi bem importante, assim como minha estadia na Inglaterra. Com o tempo, acho que passei a reconhecer melhor até onde poderia ir com cada estudante e possibilitar a eles mais autonomia. Os de maior potencial e dinamismo usufruem melhor disto, os demais cumprem as metas e quesitos necessários conseguindo uma boa formação. Normalmente, todos excedem minhas expectativas iniciais, o que me deixa gratificado”.

 Desafios

As mudanças não pararam por aí. Outra situação que lhe era bastante desconfortante, hoje já não o é como antes.  As apresentações orais (e em outro idioma) eram um verdadeiro desafio, mas ele acredita que vêm melhorando. “O pessoal é bem paciente e de forma geral aceita bem meus maneirismos. Acho que estou melhorando nas minhas apresentações. Ainda gasto um tempo grande para prepará-las, mas elas têm saído como pretendido e a receptividade anda boa. O pessoal continua me convidando para palestras, mesmo sabendo que eu preferiria evitá-las (ao menos em outro idioma), ou talvez exatamente por isto. Costumam, inclusive, me ajudar nas apresentações. Em uma apresentação plenária na Tailândia, o sistema de projeção congelou e me deixou sem ação, apesar dos slides iniciais da minha apresentação terem causado até certa euforia em alguns. Contudo, alguns colegas resolveram quebrar o protocolo e adiantaram perguntas enquanto o pessoal ajeitava o sistema. Foi legal e pude retribuir o favor já em duas ocasiões, inclusive em sessão do Congresso Internacional de Entomologia”.

Se por um lado alguns desafios vêm sendo superados a contento, outros, nem tanto. “O nosso foco é o desenvolvimento de recursos humanos de alta qualificação e isto ainda tem sido um desafio, principalmente na minha área. Já tive a oportunidade de participar da formação de gente muito boa, extremamente gabaritada. Contudo, o número é bem aquém do que se faz necessário frente ao contexto atual de utilização de pesticidas e particularmente, de inseticidas e acaricidas no Brasil, com os riscos inerentemente impostos por estes. No desenvolvimento destas atividades, projetos e publicações, além de interações no Brasil e exterior, as formações vão se consolidando. Esta rede de colegas precisa ser ampliada e melhor integrada”.

Entre aulas, pesquisas, orientações, cooperações internacionais, desafios passados e presentes, prêmios e reconhecimentos, para ele o que realmente importa é gostar do que se faz: “Algumas conquistas são almejadas e esperadas, mas fazer isto bem, com prazer, é fundamental. Um colega da Bélgica me disse certa vez nós levávamos uma vantagem estratégica importante: nosso hobby era nossa profissão. O trabalho é diversão. Concordei com ele na época e continuo concordando hoje”.

Nesta quinta-feira tem bate-papo com os novos estudantes da pós

Os representantes discentes, Wilson Rodrigues Valbon e José Augusto Roxinol, convidam os novos estudantes da pós para um bate-papo sobre a Entomologia UFV.

 Será nesta quinta-feira, dia 09/03, às 17h (no horário do seminário), no auditório do Bioagro. Participe! Será uma excelente oportunidade para esclarecer dúvidas e também já fazer novas amizades.