Entomologia abre processo seletivo com vagas para mestrado e doutorado

Serão abertas nesta terça-feira, 15 de setembro, as inscrições para o Processo Seletivo Regular do Programa de Pós-Graduação em Entomologia, para ingresso no primeiro semestre letivo de 2027. 

O PPG oferece 5 vagas para o mestrado (sendo quatro de ampla concorrência e uma reservada às políticas afirmativas), e outras 2 para o doutorado (ambas de ampla concorrência). A quantidade de bolsas disponibilizadas dependerá da liberação pelas agências de fomento.

O prazo para inscrições vai até 21 de outubro. A prova escrita, primeira etapa do processo seletivo, está prevista para o dia 30 de outubro.

Todas as informações úteis aos candidatos estão disponíveis no edital.

Solicitações de isenção da taxa de inscrição podem ser feitas até 30 de setembro. As orientações também constam no edital. 

Publicado em 14 de setembro de 2026

Entomologia abre seleção para bolsista de pós-doutorado

O Programa de Pós-Graduação em Entomologia (PPG Entomologia) está com inscrições abertas para a seleção de um bolsista de Pós-Doutorado, no âmbito do Programa Institucional de Pós-Doutorado (PIPD), com bolsa financiada pela CAPES.

Veja aqui o edital!

As inscrições já estão abertas e vão até 23 de outubro de 2026, às 23h59. A bolsa tem valor de R$ 5.200 mensais, com previsão de implementação a partir de novembro de 2026, por até 12 meses, podendo ser renovada por igual período.

A seleção será realizada com base na avaliação do currículo e do plano de trabalho do candidato. Entre os critérios considerados estão a produção científica e o número de citações, além da clareza, originalidade, relevância e impacto institucional do plano de trabalho.

Para se inscrever, os candidatos deverão enviar para o email ent@ufv.br a documentação exigida. As orientações estão no edital, que deve ser lido por todos os candidatos.

O resultado final será divulgado a partir de 3 de novembro de 2026, na página do Programa e por e-mail.

Podem se inscrever doutores com atuação em qualquer área da Entomologia. 

Foto: Frederico Salles

VI Corrida Entomológica terá edição noturna e estreia de prova infantil

Já estão abertas as inscrições para a VI Corrida Entomológica da UFV, que será realizada no dia 28 de novembro, a partir das 18h, no campus da Universidade. O evento chega à 2026 com duas novidades: a realização da prova no período noturno e a estreia da Corrida Entomológica Kids, voltada para crianças de quatro a dez anos.

Idealizada pelo professor Eugênio Oliveira, orientador do Programa de Pós-Graduação em Entomologia (PPG Entomologia), a iniciativa combina atividade física, integração entre a comunidade acadêmica e a população de Viçosa e divulgação científica. A organização é liderada pela EJEnt, Empresa Júnior da Entomologia.

A edição deste ano marca uma nova etapa na trajetória do evento, que começou em 2017 e, após uma pausa, voltou a ser realizado em 2023. Pela primeira vez, a programação contará com provas destinadas especificamente ao público infantil. As distâncias serão adaptadas às faixas etárias: 200 metros para crianças de quatro a seis anos, 400 metros para aquelas de sete a oito anos e 800 metros para participantes de nove a dez anos.

Outra novidade é a realização do evento à noite. Segundo Eugênio Oliveira, a mudança atende a uma demanda dos próprios corredores, que não dispõem de muitas opções de provas noturnas. A corrida manterá o percurso no campus da UFV, passando por áreas com iluminação adequada.

Percurso na Entomologia
Além da prática esportiva, a corrida oferece aos participantes a oportunidade de conhecer espaços relacionados às atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do Departamento de Entomologia. O trajeto passa por prédios que abrigam laboratórios de pesquisa e outras estruturas vinculadas ao Departamento, incluindo espaços dedicados ao empreendedorismo e à inovação. 

Para o idealizador, essa é uma das principais características da iniciativa: utilizar uma atividade acessível e aberta ao público para divulgar o trabalho realizado na Universidade e aproximar as pessoas da ciência.

Divulgação científica
Enquanto os corredores participam das provas, o público poderá interagir com o universo dos insetos por meio das atividades do Insetos em Cena, iniciativa que acompanha a programação do evento com ações educativas e recreativas.

Entre as atividades previstas estão a corrida de baratas, demonstrações de salto em distância de grilos, o contato com insetos como o bicho-pau e pinturas faciais inspiradas nesses animais. Também são apresentadas curiosidades sobre as habilidades dos insetos, como velocidade e capacidade de carregar peso.

A proposta é despertar a curiosidade, estimular o contato com esses organismos e contribuir para desmistificar o mundo dos insetos, destacando sua diversidade e sua importância.

Inspiração
Ao longo dos anos, a Corrida Entomológica da UFV também passou a inspirar iniciativas semelhantes em outras instituições e áreas do conhecimento. Para Eugênio, a realização de eventos esportivos associados à divulgação científica favorece a integração entre a Universidade e a população, além de estimular hábitos saudáveis.

A expectativa da organização é superar o número de inscritos da edição anterior, de cerca de 170 corredores, acompanhando o crescimento da participação observado nos últimos anos.

As inscrições podem ser feitas até 27 de novembro, neste link.

Foto: Rodrigo Carvalho Gonçalves

II Retiro Acadêmico promove integração científica e intercâmbio internacional para pesquisadores da Entomologia

A integração entre equipes de pesquisa, o intercâmbio de experiências internacionais e a aproximação entre ciência e prática agrícola marcaram o II Retiro Acadêmico realizado pela equipe do professor Eugênio Oliveira, do Programa de Pós-Graduação em Entomologia (PPG Entomologia). Realizado no Centro de Pesquisa Canguçu, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), o encontro reuniu estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais de diferentes instituições, em uma programação que combinou atividades acadêmicas, visitas técnicas e experiências de imersão na natureza.

A iniciativa teve como um de seus principais diferenciais o caráter internacional e interdisciplinar. Além da equipe vinculada à UFV, participaram pesquisadores da UFT e convidados da Alemanha, Polônia, China, Argentina e Colômbia, ampliando as oportunidades de diálogo científico e de construção de futuras colaborações.

Além dos laboratórios
O primeiro contato do professor Eugênio com essa proposta aconteceu durante seu doutoramento na Alemanha, quando participava de encontros anuais em uma estação experimental vinculada à Universidade de Colônia. A ideia é reunir os integrantes de uma equipe em um ambiente diferente do cotidiano acadêmico, favorecendo a troca de conhecimentos e uma compreensão mais ampla dos projetos desenvolvidos por cada participante.

Durante o retiro, estudantes e pesquisadores tiveram a oportunidade de apresentar suas pesquisas, compartilhar resultados e conhecer as diferentes linhas de investigação dos colegas. A dinâmica contribuiu para aproximar integrantes em distintas etapas da formação científica, desde a graduação até o pós-doutorado, e também grupos de pesquisa de diferentes instituições. Parte da equipe do professor Eugênio atua na UFV, enquanto outros integrantes estão vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UFT, onde ele também desenvolve atividades de orientação. A convivência com a equipe do professor Raimundo W. S. Aguiar, colaborador da iniciativa, também ampliou as possibilidades de interação entre estudantes, professores e pesquisadores.

A participação de pesquisadores com trajetórias acadêmicas e atuações em diferentes países proporcionou aos estudantes contato direto com outras experiências de pesquisa e perspectivas científicas. Entre os convidados estiveram o professor Rudolf Hausmann e o pesquisador de pós-doutorado Elvio Perino, da Universidade de Hohenheim, em Stuttgart (Alemanha); o professor Guy Smagghe, da Guizhou University, na China; o professor Marcin Lukaszewicz, da Universidade de Wrocław, e a professora Joanna Martusewicz, da Wrocław University of Economics and Business, ambas na Polônia; o professor Juan Palazzini, da Universidad Nacional de Río Cuarto, na Argentina; e a professora Lucimar Dias Gomes, da Universidad de Caldas, na Colômbia.

A participação de Lucimar tem um significado especial para a Entomologia: egressa do Programa, ela atua como professora na instituição colombiana, um exemplo de como a formação acadêmica pode estabelecer conexões duradouras entre instituições e países.

A realidade da produção agrícola
Outro aspecto marcante da programação foi a oportunidade de conhecer de perto a produção agrícola extensiva no Tocantins. Além das atividades acadêmicas, os participantes visitaram áreas de produção na região de Gurupi e puderam observar a dimensão das operações agrícolas, incluindo o uso de grandes máquinas e sistemas de cultivo voltados à produção em larga escala.

Realizado em uma área de natureza singular, na região da Ilha do Bananal, o retiro também proporcionou momentos de convivência fora do ambiente formal de pesquisa. Para o doutorando Joshua Fernandes, integrante da equipe de Eugênio, essa vivência teve especial importância. “Eu trabalho com ecotoxicologia de insetos aquáticos. Poder ver um campo de interação tão grande entre o ambiente aquático e fazendas de produção extensiva me ajudou a compreender a relevância do trabalho que desenvolvi em meu Mestrado e me deu novo ânimo para o doutorado”, relatou.

Mestranda do PPG Entomologia participa de Escola São Paulo de Ciência Avançada em Microplásticos

A mestranda Tandara Xavier, do Programa de Pós-Graduação em Entomologia (PPG Entomologia), participou, entre os dias 1º e 11 de setembro, da Escola São Paulo de Ciência Avançada em Microplásticos, realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a iniciativa reuniu pesquisadores de diferentes áreas e países para uma imersão científica sobre a presença de micro e nanoplásticos no ambiente e seus impactos sobre os organismos.

A participação de Tandara tem relação direta com sua trajetória acadêmica: envolvida com o assunto desde sua graduação, a mestranda pesquisa os efeitos de microplásticos em abelhas sem ferrão (especificamente com a espécie Partamona helleri), sob orientação do professor Gustavo Martins. Em seus experimentos, as partículas são incorporadas à dieta dos insetos, permitindo avaliar diferentes respostas biológicas, incluindo aspectos comportamentais e histológicos. 

Organizado pela Unicamp e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o evento combinou palestras, aulas teóricas e práticas, visitas a centros de pesquisa, apresentações de pôsteres e sessões de tutoria. Os participantes também foram divididos em grupos menores, acompanhados por tutores, para desenvolver um projeto ao longo da escola e apresentá-lo ao final da programação. Para Tandara, a característica multidisciplinar da iniciativa foi um dos principais diferenciais. Biólogos, químicos, físicos, engenheiros e pesquisadores de outras áreas participaram das atividades, permitindo ampliar a compreensão sobre os diferentes aspectos relacionados aos microplásticos. “Pra mim, enquanto bióloga, é sempre muito bom ter gente da química, da física, engenharias, porque acrescentam conhecimentos diferentes”, avalia.

Durante o encontro, a mestranda apresentou um pôster com resultados relacionados à sua pesquisa. Parte dos dados apresentados foi produzida em colaboração com a pós-doutoranda Thaís Viana, permitindo que Tandara apresentasse também um panorama mais amplo dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de pesquisa do PPG Entomologia. As discussões realizadas durante a apresentação do pôster possibilitaram receber sugestões de pesquisadores que atuam em diferentes áreas relacionadas ao tema para aprimorar as análises e conhecer novas possibilidades metodológicas.

A experiência também possibilitou à mestranda conhecer cientistas de diferentes países e realidades de pesquisa. Para ela, essa diversidade foi especialmente importante para ampliar as perspectivas sobre as abelhas sem ferrão e sobre os impactos dos microplásticos em diferentes ecossistemas. “É uma troca muito grande, é um lugar de networking profundo, o tempo inteiro”, resume Tandara.

Para participar do evento, a estudante passou por um processo seletivo internacional, com 1.103 inscritos. Ao final, foram selecionados 125 participantes: 75 brasileiros e 50 estrangeiros, provenientes de 35 países. Entre as atividades, Tandara destaca ainda a visita ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), que mantém uma das principais infraestruturas de pesquisa científica do país. Para ela, conhecer equipamentos e possibilidades de análise que não fazem parte do cotidiano de seu laboratório ajudou a ampliar sua percepção sobre novos caminhos para a pesquisa.