Crianças de três e quatro anos veem os insetos na perspectiva de quem se dedica a estudá-los

Olhos e ouvidos atentos para não perder nenhum detalhe. Afinal, os insetos são encantadores até para quem se dedica a estudá-los todos os dias, durante anos, imagine só para quem entra em contato com eles pela primeira vez! No dia 11 de julho, um grupo de 25 alunos do Colégio Passo a Passo, de três e quatro anos de idade, teve a oportunidade de ver os insetos na perspectiva de quem se dedica a estudá-los.

2Em visita ao Departamento de Entomologia, os pequeninos exploraram uma exposição de caixas entomológicas temáticas, que fazem parte da avaliação dos estudantes que cursam a disciplina de identificação de insetos. Também viram insetos aquáticos, como baratas d’água, besouros e ninfas de libélulas. Além disso, com o auxílio de insetos de pelúcia, membros do PPG em Entomologia explicaram aos pequenos, o que é um inseto e quais são as suas características. E como será que eles reagiram a tudo isso? “A reação deles foi de admiração, empolgação e curiosidade ao longo de toda a visitação. Eles ficaram admirados com todas as caixas, foram 10 ao todo, mas acho que a dos besouros foi uma das que mais os impressionou.  O aquário também foi incrível.  Ver os insetos vivos, e dentro da água, foi sem dúvida uma experiência inédita para eles” – destaca o professor Frederico Falcão Salles, responsável por recepcionar os pequenos visitantes.

Curador do Museu de Entomologia da UFV desde a aposentadoria do professor Paulo Sérgio Fiuza, em 2018, o professor Frederico avalia que a promoção de visitas como essa é uma das atividades mais importantes que deve ser desempenhada por um museu. “É uma experiência única para as crianças, que claramente desperta ainda mais a curiosidade. No nosso caso, ajuda a desmitificar os insetos, a chamar a atenção para a importância deles e, ainda, promove um contato saudável com o meio científico, que é ótimo para elas e também para nós pesquisadores”.

Mesmo desejando que essas visitas se tornem cada vez mais frequentes, o professor Frederico esclarece que “apesar do nome, Museu de Entomologia, somos de fato uma coleção científica e não possuímos um espaço exclusivo para visitações”.  Mas dentro de suas possibilidades, o Museu vem desenvolvendo ações para que o seu acervo seja explorado por mais pessoas: “Em parceria com o Departamento de Entomologia, estamos exibindo caixas entomológicas no hall de entrada do prédio, espaço que se mostrou bastante adequado para o número de crianças que recebemos desta vez.  Além da exposição com as caixas temáticas que permanecerá no hall, em breve, vamos começar a elaborar e promover mais atividades no museu.  Parte destas atividades estará atrelada ao projeto de doutorado de uma aluna que ingressará no PPG em Entomologia neste segundo semestre e que trabalhará, justamente, visando integrar entomologia e educação”.

Estruturado na década de 1970, por iniciativa do professor Paulo Sergio Fiuza Ferreira, o Museu de Entomologia guarda uma coleção científica com mais de 100 mil exemplares de diferentes ordens de insetos. Para quem, assim como os alunos do Colégio Passo a Passo, deseja conhecer essa coleção científica, basta entrar em contato diretamente com o professor Frederico, pelo telefone 3612-5303 ou pelo e-mail frederico.salles@ufv.br.

IV Insetos em Cena difunde conhecimento entomológico para crianças do bairro de Posses

Nem sempre levar as crianças logo cedo para a escola em dias de semana é tarefa fácil. Imagine só, em pleno sábado! Mas nem mesmo o friozinho que costuma fazer em Viçosa (MG) nesta época do ano impediu que as crianças do bairro de Posses fossem para a Escola Municipal Dr. José Antônio Pacheco, no último sábado, aproveitar uma manhã repleta de conhecimento e brincadeiras. No dia 29 de junho, foi realizado o IV Insetos em Cena, mostra científica que busca despertar o interesse das pessoas em geral pela ciência e promover a troca de saberes entre a academia e a população viçosense.

Organizado pelos alunos da disciplina ENT 662 – Fisiologia de Insetos, sob a orientação do professor Eugenio Eduardo de Oliveira, com participação de vários laboratórios do Departamento de Entomologia, o IV Insetos em Cena abordou através de jogos, brincadeiras e materiais vivos, os temas: Desenvolvimento dos Insetos, Controle Biológico, Olimpíadas dos Insetos, Atividades Lúdicas de Prevenção à Dengue e Formas de Alimentação dos Insetos.

IMG-20190701-WA0102  Gratidão

A doutoranda Mayara Loss Franzin participou pelo segundo ano consecutivo do Insetos em Cena. No ano passado, enquanto aluna da ENT 662. Neste ano, como voluntária, integrante da equipe do projeto Popularização do Conhecimento Técnico, Científico e Tradicional de Práticas Agroecológicas, coordenado pela pesquisadora Madelaine Venzon. A estação que Mayara participou abordou a importância do controle biológico, diferenciando insetos pragas de predadores e parasitoides, o equilíbrio do ecossistema, e realizou um “Passe ou Repasse”, com perguntas sobre o tema da estação. De acordo com a doutoranda, “a equipe vencedora ganhou brindes e todos os demais participantes ganharam doces. Nós distribuímos kits com material escolar básico para todas as crianças da escola, confeccionados numa parceria do projeto Popularização do Conhecimento com o Laboratório de Acarologia, coordenado pelo professor Angelo Pallini. Foi muito gratificante ver a felicidade das crianças durante o evento, seja durante as dinâmicas ou recebendo os kits. Uma experiência fantástica para nós”.

A mestranda Carolina Tavares Duarte Godoi, que neste semestre cursou a disciplina ENT 662, também compartilha do mesmo sentimento: “Nós, como pesquisadores, estamos acostumados a ficar restritos aos laboratórios e departamento, mas atividades como essa reforçam o nosso dever acadêmico de difundir o conhecimento para diversos nichos da comunidade, e não apenas para a comunidade cientifica através de publicações. Espero que os próximos estudantes da disciplina continuem organizando o evento com entusiasmo e carinho, e que cada vez mais pessoas participem dele, seja como visitante ou como expositor, de forma a torná-lo ainda maior”. Para Carolina, “o Insetos em Cena foi uma surpresa boa que a disciplina de Fisiologia de Insetos nos deu. Organizar um evento não é uma tarefa fácil, mas foi extremamente gratificante levar atividades cheias de informação e educação, de uma forma tão leve, para uma região da cidade que muitas vezes é negligenciada por eventos educacionais”.

 Conhecimento além da academia

A mestranda Daiane das Graças do Carmo também avalia que ”a experiência de levar conhecimento sobre o mundo dos insetos para os alunos e pais da Escola Dr. José Antônio Pacheco foi muito gratificante. Principalmente as crianças não tinham muito contato com o mundo dos insetos, e foi perceptível o entusiasmo delas. Todos os grupos desenvolveram atividades muito interessantes, dentre eles podemos destacar o combate ao mosquito Aedes aegypti, que é uma preocupação da cidade no momento. Além disso, foi abordado a locomoção dos insetos, que prendeu a atenção das pessoas com a animada corrida de baratas.”

Participante do grupo “Atividades lúdicas de prevenção à Dengue”, a mestranda Jéssica Letícia Abreu Martins conta que eles compartilharam informações sobre “os cuidados para se evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, bem como as etapas do seu ciclo de vida.  As crianças puderam observar os insetos não infectados em todos os estágios de vida (ovo, larva, pupa e adultos), provenientes das criações do Departamento de Entomologia. Após uma breve explicação, as crianças participaram de um jogo denominado ‘Corrida Contra a Dengue’, no qual a cada resposta certa, eles avançavam uma casa, e o time que chegasse primeiro ao final do tabuleiro ganhava brindes”.

Jéssica destaca que “a oportunidade de levar conhecimento e trocar experiências com pessoas além da UFV foi, no mínimo, enriquecedora. O bairro onde realizamos o Insetos em Cena não recebia atividades educacionais por parte de outras instituições, principalmente pelo fato de se tratar de uma região afastada da cidade. As crianças ali presentes se mostraram muito curiosas e ativamente envolvidas em todas as atividades propostas, e perceber o interesse delas em entender o mundo dos insetos e interagirem conosco foi gratificante. Organizamos o evento com o intuito de nos aproximarmos da comunidade e saímos de lá não somente com a sensação de dever cumprido, mas também com o coração repleto de alegria após recebermos tantas demonstrações de afeto e gratidão por parte das crianças ali presentes”.

Entomologia divulga resultado da seleção de bolsista para pós-doutorado

Nesta quinta-feira, dia 4, foi divulgado o resultado da seleção para pós-doutorado, com bolsa financiada pela CAPES, através do Programa Nacional de Pós-Doutoramento (PNPD). Oito candidatos participaram do processo seletivo, sendo selecionada Angelica Plata-Rueda.

 Confira o resultado na íntegra

Confira o horário de aulas do segundo semestre de 2019

No dia 05 de agosto terão início as aulas do segundo semestre letivo de 2019, e o horário de aulas das disciplinas do PPG em Entomologia pode ser conferido no link abaixo:

  Disciplinas confirmadas para 2019/2

V Bar com Ciência proporciona aos participantes experiência lúdica e diferente

Qual egresso da UFV não se sente feliz ao retornar a Viçosa (MG) para visitar a instituição que o acolheu por 4, 5, 6, 7 ou às vezes até por 12 anos? Se visitar a instituição já é gratificante, imagina se essa visita for acompanhada de boas surpresas! Quem recentemente viveu essa experiência foi o supervisor do setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa Milho e SorgoFredson Ferreira Chaves. Em visita à UFV neste mês de junho, o egresso do PPG em Entomologia teve a oportunidade de participar do V Bar com Ciência, realizado no dia 13, na hamburgueria Távola Lúdica. Ambiente jovem e descontraído, boas doses de inspiração e muitas discussões científicas. A mistura perfeita para proporcionar a egressos, estudantes de graduação e pós e à comunidade em geral, “uma experiência lúdica e diferente”, na definição de Fredson.

A quinta edição do Bar com Ciência abordou, com linguagem acessível e de forma interativa, o tema “Provocações Entomológicas”, com discussões sobre Inteligência Artificial e Neurofisiologia, Mitos e Verdades Entomológicas e Insetos na Alimentação. O evento foi promovido pelos alunos da disciplina ENT 662 – Fisiologia de Insetos, sob a orientação do professor Eugenio Eduardo de Oliveira. Para Fredson chamou a atenção a “ludicidade, com o despojamento do estudante e o desprendimento do professor. Ambos aprendendo e ensinando de forma lúdica”.

FredsonFredson concluiu o mestrado em Entomologia em 2005, e relembra que na sua época de estudante, iniciativas como o Bar com Ciência não eram comuns. “No período de graduação (iniciação científica) e pós-graduação (mestrado) em que estive na Entomologia da UFV, não eram promovidos eventos como esse. Tanto no Laboratório de Acarologia, do professor Angelo Pallini, quanto no de Ecologia de Comunidades, do professor José Henrique Schoereder, nos quais atuei, tínhamos discussões de artigos científicos entre os membros do laboratório”.

Supervisor do setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa, lotado no Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG), Fredson acredita que iniciativas de compartilhar conhecimentos, como o Bar com Ciência, devem ser cada vez mais incentivadas: “A ciência e a pesquisa científica precisam ser melhor divulgadas e entendidas pelos públicos que não estão diretamente envolvidos com elas. O Bar com Ciência tem essa perspectiva de levar ao conhecimento e entendimento do público, a ciência, no seu locus, o bar. Na Embrapa, instituição de pesquisa agropecuária com foco em inovações para o setor produtivo, na qual trabalho nos últimos 11 anos, temos programas com foco na popularização da ciência: no ‘Embrapa-Escola’, para estudantes do ensino fundamental e médio, abrimos as portas da Embrapa para o conhecimento e o diálogo com os estudantes. O ‘Pint of Science’, com foco e público semelhantes ao Bar com Ciência, para o qual levamos na última edição, realizada em Belo Horizonte (MG), a realidade aumentada e virtual na agricultura. Devemos ainda, como educadores e pesquisadores criar novas estratégias e incentivar o desenvolvimento científico, inclusive com as ferramentas de TI, que estão disponíveis”.