Especialização em Proteção de Plantas oferece aprimoramento profissional e científico
O curso de pós-graduação lato sensu em Proteção de Plantas estará recendo inscrições de candidatos até o dia 30 de novembro, para preenchimento de 250 vagas. A especialização oferece aprimoramento profissional e científico para engenheiros agrônomos, engenheiros florestais, engenheiros agrícolas e biólogos.
Na seleção, além da análise da documentação apresentada, serão consideradas a área de formação superior e a experiência profissional do candidato, que, preferencialmente, deve atuar na área de treinamento da especialização.
Oferecido na modalidade a distância, o curso de Proteção de Plantas atualiza profissionais sobre o uso correto de produtos fitossanitários, com ênfase no manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, e divulga a legislação atual.
Além disso, a especialização visa despertar o interesse dos estudantes para os cursos de pós-graduação stricto sensu – mestrado e doutorado. Para aqueles que desejam seguir a carreira profissional, incentiva trabalharem com extensão rural, com maior consciência sobre a contaminação do meio ambiente e dos produtos vegetais.
O curso tem duração de 12 meses, com aulas em ambiente virtual e são realizados dois encontros presenciais no Campus da UFV em Viçosa. As aulas são ministradas por professores de vários departamentos da UFV e de outras instituições.
Quatro docentes do Departamento de Entomologia são tutores do curso de Proteção de Plantas: Marcelo Coutinho Picanço, Raul Narciso Guedes, Angelo Pallini e Eraldo Rodrigues de Lima. Além de tutores, os professores Marcelo Coutinho Picanço e Raul Narciso Guedes integram a comissão coordenadora do curso, que tem como presidente, o professor do Departamento de Fitopatologia, Laércio Zambolim.
Mais informações sobre o curso de pós-graduação lato sensu em Proteção de Plantas podem ser obtidas na página da CEAD ou pelo e-mail protecao.plantas@cead.ufv.br .
Cláudia deixa a secretaria da Entomologia para seguir carreira de professora no Departamento de Zootecnia da UFV
Quem passou pela secretaria do Programa de Pós-graduação em Entomologia nos últimos dias sentiu falta da secretária, Cláudia Sampaio. Mas a sua ausência se deve a bom um motivo: no dia 1º de novembro, Cláudia tomou posse como professora do Departamento de Zootecnia da UFV.
Cláudia é graduada e possui mestrado e doutorado em Zootecnia. Ela foi aprovada num concurso para atuar na área de bovinocultura de corte, no Departamento onde construiu a sua formação acadêmica.
Cláudia se despediu da Entomologia no final de outubro, mas ela garante que não vai conseguir se desligar facilmente. Durante os quase dois anos em que atuou como secretária do Programa, Cláudia construiu uma relação de carinho com as pessoas que conheceu por aqui.
Ela conta que desde quando entrou na Entomologia, em janeiro de 2012, teve uma boa relação, que não se atinha apenas às questões administrativas e que o diálogo sempre foi muito bom com todos. Junto à comissão coordenadora do Programa, tinha voz ativa. Com os alunos, procurava ajudá-los a resolver os problemas com a consciência de quem já foi estudante e conhece as suas necessidades – descreve Cláudia sobre a antiga rotina.
Agora, professora, ela afirma que vai aplicar muitos dos conhecimentos que adquiriu na Entomologia e que onde estiver vai valorizar muito o trabalho de uma secretária de programa de pós-graduação. “A parte administrativa não é nada fácil. São muitos processos e sistemas” – afirma com propriedade.
Quem assumiu esta função que Cláudia conhece tão bem, é a assistente em administração, Eliane Castro Silva, que desde o mês de setembro está na secretaria do Programa de Pós-graduação, em processo de treinamento. Há poucos dias, também chegou um novo colaborador para as atividades administrativas, Roberto Camilo Leles Viana, servidor recém-concursado da UFV.
Conheça uma das primeiras bolsistas na UFV a aproveitar as oportunidades oferecidas pelo Ciência sem Fronteiras
A estudante Ana Maria Guimarães Bernardo passou sete meses na Holanda, através do Ciência sem Fronteiras, sendo umas das primeiras bolsistas do programa na UFV. Ela foi contemplada no primeiro edital. Atualmente estudante do mestrado em Entomologia, sob a orientação do professor Angelo Pallini, Ana foi para a Holanda em agosto do ano passado, quando ainda cursava a graduação em Agronomia.
Ana revela que sempre desejou ir para a Holanda, devido à beleza do país, mas que pensava que isso só seria possível quando estivesse na pós-graduação. Contudo, quando viu a publicação do edital do Ciência sem Fronteiras, ela não pensou duas vezes e se inscreveu, mesmo estando na graduação naquela época.
No primeiro edital, a seleção foi bem diferente do que o acontece hoje. Atualmente, todos os procedimentos são on-line. No primeiro edital, a seleção era feita internamente, pela própria universidade, e dentre outras exigências, o candidato deveria apresentar uma carta de aceite da instituição pretendida.
Mesmo tendo poucos concorrentes, Ana estava receosa quanto ao resultado da seleção. Ela acredita que o seu currículo contribuiu bastante para que conseguisse a bolsa. Ana participou de três projetos de iniciação científica no Laboratório de Acaralogia da UFV, onde começou a trabalhar no 3º período da graduação e onde também conheceu o professor Arne Janssen, da Universidade de Amsterdam, seu co-orientador, que a auxiliou nos contatos com a Holanda.
Ana conta que a sua apreensão foi apenas no início, antes de saber o resultado da seleção. Uma vez selecionada, foi tudo muito tranquilo. Inclusive, nem precisou se preocupar com as despesas da viagem. O único valor que teve que desembolsar foi para o visto. Ana recebeu os primeiros recursos do programa bem antes da sua viagem. Ela afirma que isso lhe deu ainda mais tranquilidade para organizar todos os preparativos.
Em agosto de 2012, Ana embarcou para a Holanda, mas no mês de março, ela já havia recebido a primeira mensalidade da bolsa, o valor das passagens, o seguro saúde, o auxílio material didático e o auxílio instalação. Ana destaca que o governo brasileiro se preocupa com tudo, dando aos estudantes não apenas a oportunidade de ir para o exterior, mas assegurando todas as condições necessárias para a permanência dos estudantes durante o intercâmbio. Ana afirma que não teve dificuldade com nada.
Na verdade, o desafio que Ana deparou-se na Holanda foi o frio. Ela estudou na Universidade de Amsterdam e fez estágio na Estação de Pesquisa da Universidade de Wageningen, sob a orientação do pesquisador Amir Grosman e do professor Arne Janssen. Ana realizou pesquisas a fim de encontrar alimentos alternativos para percevejos predadores, visando o equilíbrio da população do inimigo natural. Ela conta que lá as pesquisas são mais aplicadas e todos os experimentos são feitos em casa de vegetação, não dá para ir ao campo como se faz aqui.
Apesar do frio, Ana adorou a experiência que viveu. Além de melhorar o seu inglês, ela destaca o contato com pessoas de culturas tão diferentes da sua. Na Holanda, Ana morou com uma ucraniana e uma romena. Sem contar o aprendizado que adquiriu nesses sete meses.
Se você, assim como a Ana, deseja fazer intercâmbio, fique por dentro das oportunidades oferecidas pelo Ciência sem Fronteiras. Para se ter ideia do número de bolsas a serem oferecidas pelo programa, a meta do governo é oferecer até 2015, 64 mil bolsas para graduação sanduíche e 15 mil para doutorado sanduíche, e ainda tem bolsas para doutorado pleno, pós-doutorado e outras modalidades. Para saber mais sobre o programa, acesse a página do Ciência sem Fronteiras .
Estudante de Agronomia recebe premiação no Canadá
O estudante de Agronomia e estagiário no Laboratório de Ecotoxicologia da UFV, Conrado Augusto Rosi Denadai, foi premiado pela empresa Bio-Rad Laboratories, em reconhecimento pelo pôster que apresentou durante o Research Day, realizado pela Carleton University, em Ottawa (Canadá).
Conrado apresentou a pesquisa “Amphion floridensis and the Backthroat Boys: How are these caterpillars producing sound?”, que busca descobrir qual mecanismo de produção de som é utilizado por quatro espécies de lagarta. Uma das hipóteses estudadas é de que seja pela boca. O pôster apresentado por Conrado impressionou os avaliadores da Bio-Rad, umas das empresas patrocinadoras do Research Day.
O Research Day é um evento interno da Carleton University, a exemplo do SIA (Simpósio de Integração Acadêmica) promovido pela UFV. No Canadá, além da avaliação de professores e estudantes da pós-graduação, os trabalhos apresentados são submetidos à avaliação de olheiros de empresas privadas. Os melhores pôsteres recebem premiações da universidade e das empresas que patrocinam o evento.
Na edição deste ano, mais de 120 estudantes dos departamentos de Biologia, Bioquímica, Ciência dos Alimentos, Química e Ciências Integradas, apresentaram pôsteres no Research Day. Em meio a tantos trabalhos, Conrado foi surpreendido com a premiação e está muito satisfeito com a experiência que vivenciou no Canadá. “Acontece muita coisa boa. Se eu tivesse só conhecido gente nova, só apresentado o pôster ou só aprendido coisa nova, já seria bom. A premiação também foi algo muito bom junto com tudo isso” – afirma.
Conrado ficou um ano no Canadá, através do programa Ciência sem Fronteiras, fazendo estágio no Laboratório de Neuroetologia, na Carleton University, sob a orientação da professora Jayne Yack, especialista em Neuroetologia, Som e Vibração em Insetos.
Além de estagiar no laboratório coordenado pela professora Jayne Yack, Conrado cursou duas disciplinas ministradas por ela na Carleton University: Directed Special Studies e Honours Research Thesis. Esta última corresponde à disciplina do trabalho de conclusão de curso exigido pelas universidades brasileiras. O trabalho que Conrado apresentou no Research Day foi resultado das atividades desta disciplina.
Finalizada a disciplina, Conrado deu continuidade à pesquisa sobre o mecanismo de produção de som utilizado pelas lagartas e apresentou os resultados obtidos no 14th Invertebrate Sound and Vibration (ISV 2013), realizado em Glasgow, na Escócia, em julho deste ano. Neste evento, o trabalho apresentado por Conrado despertou o interesse de pesquisadores alemães, que o convidaram para fazer pós-graduação na Universidade de Bielefeld, na Alemanha.
Nova linha de pesquisa
Conrado foi para a Carleton University por incentivo do seu orientador aqui no Brasil, o professor Raul Narciso Guedes. Ele conta que foi para o Canadá com uma missão de muita responsabilidade: aprender sobre a área de Neuroetologia, Som e Vibração em Insetos, linha de pesquisa ausente no Brasil e ainda em desenvolvimento em países pioneiros, e que o professor Raul pretende implantar na UFV.
No início, Conrado afirma que estranhou a possibilidade de trabalhar com lagartas, numa linha de pesquisa tão diferente da que ele trabalhava no Laboratório de Ecotoxicologia da UFV até então. Mas, agora, após passar um ano em contato com especialistas, equipamentos e técnicas utilizadas, ele conta que não poderia ter vivido uma experiência melhor. Ele não apenas cumpriu a missão de aprender sobre essa nova área, como também está muito entusiasmado com o trabalho, se dedicando para aprender ainda mais.
No mês de agosto, Conrado chegou ao Brasil para aplicar os conhecimentos adquiridos e retomar o curso de Agronomia. Para ele, voltar a assistir aulas tem sido a parte mais difícil do seu retorno, pois, no Canadá, Conrado cursou disciplinas, mas elas eram voltadas para a pesquisa. “Lá, eu me sentia um pesquisador de verdade” – revela. Mas Conrado sabe da importância de concluir a graduação para se dedicar integralmente à pesquisa científica e, então, auxiliar o professor Raul na implantação dessa nova linha de pesquisa na UFV.
Perfil: Arne Janssen
O professor da University of Amsterdam, Arne Janssen, foi recentemente credenciado como orientador do Programa de Pós-Graduação em Entomologia da UFV. Embora a sua admissão como orientador seja recente, Arne já participa das atividades do Programa há bastante tempo. Há mais de dez anos ele é pesquisador colaborador da UFV.
Nascido na Holanda, Arne possui mestrado em Ecology – Leiden University (1983) e doutorado em Ecology – University of Amsterdam (1994). Arne veio para Viçosa a convite do professor Angelo Pallini, em 2003, quando passou a compartilhar a sua atuação profissional entre os dois países. Desde então, Arne passa seis meses do ano no Brasil e outros seis meses na Holanda. Em outubro, ele embarcou para a Holanda, onde permanecerá até fevereiro de 2014.
Desde o seu início como colaborador no Brasil, Arne co-orientou diversos estudantes. Neste ano, ele está atuando como orientador. Arne tem experiência na área de Ecologia e trabalha principalmente com controle biológico, dinâmica populacional e comportamento. Na University of Amsterdam, ele integra um grupo de pesquisas do Instituto de Biodiversidade e Dinâmica de Ecossistemas.
Arne conta que a porta da sua sala, seja aqui ou na Holanda, encontra-se sempre aberta. “O que pode ser resolvido na hora, deve ser resolvido” – afirma, revelando um pouco sobre a sua filosofia de trabalho. Arne destaca que auxilia os estudantes a traçarem metodologias e que, principalmente, os ensina a fazer pesquisas de forma independente. Além da orientação, Arne tem se dedicado a escrever artigos para publicar em revistas internacionais.
O fato de se ausentar do país por um determinado período do ano não influencia o andamento dos trabalhos em curso. Arne trabalha com estudantes do doutorado e pós-doutores, “que são mais independentes”. Ele conta que utiliza bastante das tecnologias para se comunicar com os estudantes.
Não está nos seus planos se estabelecer definitivamente por aqui. Ainda que veja vantagens em trabalhar no Brasil, Arne considera ser muito positivo o contato que ele estabelece entre os dois países. Sem contar que a University of Amsterdam lhe dá muita liberdade. Lá, não se exige dedicação exclusiva como no Brasil.
Além da liberdade, Arne avalia que na Holanda existem laboratórios mais bem equipados do que aqui. Mas, se comparado com a Holanda, Arne considera como sendo muito boas as condições no Brasil. “Aqui é ótimo. O salário do professor é alto. O Brasil está investindo muito, está crescendo. Dá para ir ao campo o ano todo montar experimento. Na Holanda, durante o inverno, isso é impossível. E mesmo aqui, dentro do Campus, tem muitas possibilidades para se pesquisar” – afirma Arne, destacando os diferenciais, dentre eles, a biodiversidade que cerca o Campus da UFV.
Arne gosta do Brasil, já se acostumou. Mas como todo estrangeiro, no Brasil ou em qualquer outro país, ele enfrentou dificuldades no início. Quando chegou, Arne não falava nada em português. Ele conta que foi difícil, mas que a superação depende da pessoa. Arne acredita que a adaptação de uma pessoa a uma nova cultura depende muito dos contatos pessoais que ela estabelece.
Assim, não é o idioma ou o povo deste ou daquele lugar que vai determinar a adaptação de um estrangeiro a um país, mas os contatos que ele faz. Arne avalia que se ele não tivesse se identificado com o professor Angelo Pallini, seu primeiro contato aqui, possivelmente ele não teria aceitado o convite para vir ao Brasil e não estaria aqui até hoje como colaborador e, agora, como orientador.
Programa de Pós-Graduação em Entomologia