Estudantes organizam equipe para participar de quiz durante o Congresso Brasileiro de Entomologia
Os estudantes da Entomologia UFV não querem ficar de fora da próxima edição do EntomoQuiz, uma competição de perguntas e respostas que será realizada durante o Congresso Brasileiro de Entomologia, em Maceió (AL). Equipes de estudantes de pós-graduação da área agrícola ou biológica vão disputar a competição. E os estudantes da Entomologia UFV estão montando a sua equipe para participar. Cada equipe é composta por quatro jogadores, sendo três titulares e um suplente.
Os estudantes interessados em integrar a equipe da UFV devem enviar e-mail para discentes.entomologia@gmail.com, informando o nome completo e o laboratório ao qual pertence. O representante discente Bruno Pandeló Brügger é um dos responsáveis pela organização da equipe. Ele avalia que “a participação do grupo de alunos no EntomoQuiz será importante para valorização e promoção do Programa de Pós-Graduação em Entomologia da UFV. Lembrando que o nosso Programa é considerado um dos melhores do Brasil, aumentando assim a nossa responsabilidade em inscrever uma equipe”.
Cada instituição poderá inscrever no máximo uma equipe no EntomoQuiz. Cada membro da equipe vencedora ganha um troféu e um certificado. E o programa de pós-graduação da equipe vencedora também recebe um troféu, que será mantido sob a sua posse até ser entregue a equipe campeã da próxima edição.
A primeira edição do EntomoQuiz aconteceu em 2014, durante o XXV Congresso Brasileiro de Entomologia, realizado em Goiânia (GO). Quatro equipes participaram: ESALQ (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz), INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), UEL (Universidade Estadual de Londrina) e UFAL (Universidade Federal de Alagoas), sendo que a UEL foi a equipe vencedora. No vídeo abaixo, você pode conferir como foi a primeira edição e já ir entrando no clima da competição.
Fique por dentro das normas do EntomoQuizFoto da primeira edição do EntomoQuiz: www.ucanr.edu/blogs
Faltam dois meses para o XXVI Congresso Brasileiro de Entomologia, em Maceió
A cidade de Maceió, em Alagoas, vai receber o XXVI Congresso Brasileiro de Entomologia (CBE), entre os dias 13 e 17 de março de 2016. No mesmo período, acontecerá também o IX Congresso Latino-americano de Entomologia (CLE), que pela segunda vez será realizado juntamente com o CBE. O prazo para submissão de trabalhos termina no dia 24 de janeiro, e os melhores trabalhos do concurso de estudantes serão premiados com um pacote para participar do Congresso Internacional de Entomologia, que será realizado em Orlando, nos Estados Unidos, no mês de setembro.
Além das apresentações de trabalhos orais e em pôsteres, a programação do CBE compreende simpósios, mesas-redondas, palestras, concurso de fotografia e o EntomoQuiz, que é uma competição de perguntas e respostas sobre entomologia, disputada entre equipes de estudantes de pós-graduação da área agrícola ou biológica.
O EntomoQuiz estimula a discussão e ainda promove a interação entre os participantes. Cada equipe é composta por quatro jogadores, sendo três titulares e um suplente. Cada membro da equipe vencedora ganha um troféu e um certificado. E ainda tem um troféu que é entregue ao programa de pós-graduação da equipe vencedora. Que tal tentar trazer esse troféu para a Entomologia UFV? Monte a sua equipe e participe.
Outra oportunidade para os estudantes de pós-graduação durante o CBE é a realização do Prêmio Flávio Moscardi, destinado a estudantes de mestrado ou doutorado que atuam na área de entomologia aplicada e que sejam membros da Sociedade Entomológica do Brasil. O vencedor ganhará uma viagem para a sede corporativa da Dow AgroSciences em Indianápolis, nos Estados Unidos. A Dow AgroSciences é uma das maiores empresas de ciência e tecnologia para o agronegócio do mundo. As inscrições de trabalhos para a premiação vão até o dia 1º de fevereiro.
A programação científica por si só já é um convite aos participantes. Sem contar que o CBE será realizado em Maceió, uma cidade de praias de águas quentes, belas paisagens naturais e rica gastronomia. Um destino que vale a pena conhecer ou revisitar. Se você ainda não se inscreveu no XXVI CBE, aproveite, as inscrições estarão com preços promocionais até o dia 11 de março. Para mais informações, acesse www.cbe2016.com.br.
Catálogo taxonômico disponibiliza dados de mais de 116 mil espécies da fauna brasileira
Os dados do Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil (CTFB) já estão disponíveis na internet para consulta. Lançado no final do mês de dezembro, o catálogo online reúne mais de 116 mil espécies encontradas em território nacional. Foram mais de dois anos para a construção do sistema e o levantamento e organização dos dados científicos. O trabalho contou com a colaboração de 500 pesquisadores, que catalogaram 28 ramos de categorias de seres vivos.
A UFV foi uma das instituições colaboradoras. O professor Paulo Sérgio Fiuza Ferreira e as egressas da Entomologia, Juliana Chamorro-Rengifo, Lívia Aguiar Coelho e Vivian Eliana Sandoval-Gómez são autores do Catálogo, assim como os pesquisadores do Departamento de Biologia Animal, o professor Cristiano Lopes Andrade e o mestre Sérgio Aloquio.
O sistema desenvolvido, além de permitir o levantamento e a catalogação das espécies da fauna existentes no país, possibilita o trabalho cooperativo entre todos os especialistas espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Mas, por enquanto, nem todos os dados sobre cada espécie foram disponibilizados. A previsão é que ao longo deste ano todas as informações sejam inseridas no sistema. Na sequência, a relação deverá ser revisada e ampliada com informações sobre sinonímias, distribuição, habitats e outros dados relacionados à ecologia de cada espécie, além de imagens e ferramentas para identificação das linhagens.
O CTFB é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Zoologia, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Fotos: www.fapeam.am.gov.br
Leia também: Professor da Entomologia colabora na elaboração de catálogo online da fauna brasileira
Estudo comprova que a modificação comportamental de aranhas beneficia larvas dos parasitoides
Um artigo de autoria do doutor em Entomologia, Thiago Gechel Kloss, juntamente com outros pesquisadores, foi publicado pela Animal Behaviour e escolhido como destaque da edição de janeiro da revista . No artigo intitulado “Host behavioural manipulation of two orb-weaver spiders by parasitoid wasps”, os autores constatam que “as larvas dos parasitoides são beneficiadas pela modificação comportamental das aranhas parasitadas e que essa alteração comportamental não é consequência do estado nutricional das aranhas, mas, provavelmente, ocasionada pela inoculação de substâncias químicas pelas larvas dos parasitoides”.
“Com a constatação de que a restrição nutricional não é responsável por induzir a modificação do comportamento de construção das teias, nós sugerimos que o mecanismo de indução das modificações comportamentais pode ser químico. Provavelmente, as larvas dos parasitoides de terceiro estágio injetam alguma substância nas aranhas, o que ativa a construção de teias modificadas, aumentando a sobrevivência dos parasitoides” – afirma o autor.
O estudo foi realizado na Reserva Biológica Augusto Ruschi e na Estação Biológica de Santa Lúcia, localizadas na região serrana do Espírito Santo, no município de Santa Teresa. Foram pesquisadas espécies de aranhas Cyclosa fililineata e Cyclosa morretes, que são parasitadas pelas vespas Polysphincta sp. nr. purcelli e Polysphincta janzeni, respectivamente.
Para verificar se a modificação da teia resulta da debilitação nutricional das hospedeiras, aranhas foram coletadas e transferidas cada uma para molduras de madeira. Após a transferência, elas foram divididas em dois grupos. O primeiro grupo de aranhas foi alimentado diariamente com um cupim durante 21 dias. Já o segundo grupo não recebeu alimento no mesmo período. Thiago destaca que “21 dias é o período de desenvolvimento da larva do parasitoide. Assim, nós simulamos o mesmo período no qual a larva fica sugando a aranha. Para avaliar as possíveis modificações nas teias dos dois grupos, nós fotografamos as teias construídas pelas aranhas no primeiro e no 21º dia do experimento”.
Também foi realizado um segundo experimento, onde foram marcadas as teias de aranhas parasitadas. A equipe de pesquisadores acompanhou essas aranhas até o momento em que a larva do parasitoide induziu a construção de uma teia modificada. O autor do trabalho explica que “nesse momento, nós transferimos as aranhas parasitadas para teias normais, de aranhas não parasitadas (que foram removidas da teia) ou inserimos as aranhas de volta para a mesma teia modificada (controle). Nós avaliamos diariamente a sobrevivência das pupas dos parasitoides nas duas arquiteturas de teia”. Thiago avalia que “esses experimentos comprovaram uma dúvida existente desde o primeiro artigo publicado sobre manipulação comportamental de aranhas: a influência das teias modificadas na sobrevivência dos parasitoides”.
O artigo é fruto da tese de doutorado em Entomologia que Thiago desenvolveu na UFV, sob a orientação do professor Carlos Frankl Sperber.
Programa de Pós-Graduação em Entomologia



