Com foto inspirada na Entomologia, estudante conquista terceiro lugar em concurso de fotografias

Com a foto intitulada “Bees: more than honey”, a estudante de graduação Sarah Miranda de Rezende conquistou  o terceiro lugar no 1º Concurso Fotográfico ”Agronomia e suas belezas”, realizado pelo Centro Acadêmico de Agronomia. Aluna do 6º período, Sarah faz estágio no Laboratório de Fisiologia e Neurobiologia de Invertebrados há aproximadamente dois anos: “Tenho uma afinidade com abelhas desde sempre, herdei isso dos meus pais, que já trabalharam extraindo produtos apícolas durante anos. Trabalhei com abelhas fazendo testes de toxicologia e comportamentais durante um ano, e é no laboratório, nas pesquisas realizadas e nas pessoas que trabalham comigo, que encontro minha inspiração diária”. Dentre as 65 fotografias inscritas no concurso, a foto de Sarah se destacou, ficando entre as dez melhores.SARAH MIRANDA

Sarah costuma fotografar insetos durante experimentos em laboratório e no campo. “Essa foto do concurso foi tirada em uma árvore entre o Departamento de Entomologia e o nosso laboratório, que fica no porão do Alojamento Feminino. Escolhi-a por ter conseguido capturar um momento específico em um bom ângulo, e  também por se tratar de uma espécie de abelha nativa aqui do Brasil. Eu quis mostrar a grande importância desse inseto e ao mesmo tempo, dar destaque para a entomologia”.

A estudante intitulou a sua foto de “Bees: more than honey” e assim a descreveu para o concurso: “enxameação de abelhas nativas jataí (Tetragonista angustula). Além de produzirem mel, própolis e cera com poderes medicinais e culinários, elas são responsáveis pela polinização de vários produtos agrícolas, ajudando a manter variedade e qualidade na mesa dos brasileiros”.

O 1º Concurso Fotográfico ”Agronomia e suas belezas” buscou “despertar o olhar dos alunos da UFV para os encantos dessa profissão”. Todas as fotos inscritas retrataram uma das grandes áreas do curso: entomologia, fitopatologia, fitotecnia e solos. De acordo com o Centro Acadêmico (CA), a ideia de realizar o concurso partiu de um ex-membro do CA, Alan Felipe Teixeira. “Ele não teve prazo para colocar o projeto em prática. Então, a ideia foi repassada para os novos membros, que abraçaram a causa. O tema foi definido em reunião com todos os membros, e pensado em algo relacionado à Agronomia, uma vez que representamos o curso”.

Sarah ficou sabendo do concurso por uma amiga, que é membro do CA e revela: “Mas foi no meu ambiente de trabalho e, principalmente, nas pessoas que dividem o dia comigo que consegui confiança e motivação para enviar a foto. Eu sabia que a foto tinha potencial, mas tive receio de participar, pois as fotos disponibilizadas na página do concurso eram boas e representavam o meio agrícola muito bem”. Apesar de ser uma fotógrafa amadora, Sarah acredita que para conseguir tirar boas fotos de insetos, é  “essencial ter paciência, atenção, ser observadora e ter destreza para capturar o momento certo”.

Confira o resultado completo do 1° Concurso de Fotografia ”Agronomia e suas belezas”:

  1. Luís Flávio Pereira
  2. Luiz Mário Lopes Valente
  3. Sarah Miranda de Rezende
  4. Dyóge Augusto Teodoro
  5. Endy Lopes Kailer
  6. Maria Victória Costa de Souza
  7. Wemerson Mendonça
  8. Lucas Rodrigues Vieira de Sousa
  9. Luci Medeiros
  10. Jéssica Ferreira Rohden

Todas as fotos inscritas no concurso podem ser conferidas neste link.

Foi dada a largada rumo à 1ª Corrida Entomológica da UFV

Já pensou em participar de um evento que reúne divulgação científica, prática esportiva e diversão? Então, prepare-se, pois foi dada a largada rumo à 1ª Corrida Entomológica da UFV. O evento, organizado pelo Departamento de Entomologia, será realizado no Campus Viçosa, no dia 3 de dezembro e tem como objetivo “manter aceso o espírito esportivo na comunidade universitária e viçosense”. Além da corrida, serão realizadas outras atividades, com programação para pessoas de todas as idades.

A corrida terá percurso de 2,5 e 5 Km, perpassando todos os locais onde o Departamento de Entomologia tem instalações. A largada será às 9h, no prédio da Entomologia. Paralelamente à corrida, será realizada uma exposição mostrando os diferentes aspectos do mundo dos insetos, corrida de baratas, jogo de cartas (RPG), oficina de pintura de ilustrações para crianças e também terá uma pequena degustação de alimentos a base de insetos.

As inscrições para a 1ª Corrida Entomológica vão até o dia 26 de novembro, pelo site do evento. Nesta semana, também haverá inscrição presencial, durante o IV Simpósio de Termitologia. A comissão organizadora estará recebendo inscrições nos dias 9 e 10 de novembro, das 10 às 11h e das 15h às15h30min, na Biblioteca Central da UFV. Inscreva-se. Venha e traga a sua família para passar uma agradável manhã de domingo na UFV. Saiba mais: 1ª Corrida Entomológica da UFV.

Veja o percurso da 1ª Corrida Entomológica da UFV:

Percurso Corrida Entomologica

Entomologia divulga o resultado final da seleção ao doutorado

Foi divulgado nesta terça-feira, dia 31, o resultado final do Processo Seletivo 2018/1 ao doutorado:

Resultado Final DS_2018 I   A seleção de candidatos ao mestrado também já foi concluída. O resultado foi divulgado no dia 17 de outubro. Veja: resultado final mestrado

Contagem regressiva para o IV Simpósio de Termitologia

Faltam apenas duas semanas para o IV Simpósio de Termitologia (SymTermes). O evento será realizado na UFV, de 7 a 10 de novembro e promete envolver as diversas áreas que utilizam cupins como modelo para estudos. Se você ainda não se inscreveu, ainda dá tempo, inclusive para submissão de trabalhos e participação em minicursos. O SymTermes contará com a participação de pesquisadores de vários países. Para se ter ideia, as conferências magistrais serão com pesquisadores da Austrália, Estados Unidos, França e México.

Entre os conferencistas estão:

  • Rebeca Rosengaus: professora associada da Northeastern University, de Boston (EUA). Editora-chefe da revista Ecological Entomology. Sua pesquisa busca compreender os fatores que podem ter influenciado na evolução da socialidade em insetos. Ela levantou a hipótese de que patógenos e/ou parasitas podem ter desempenhado importantes pressões seletivas que favoreceram a evolução de sociedades complexas de insetos.
  • Octavio Miramontes: filiado ao Departamento de Física e Centro de Ciências da Complexidade na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM). Sua pesquisa se concentra nos fenômenos emergentes em sistemas vivos, utilizando como base a teoria de sistemas complexos. Os estudos sobre cupins do professor Miramontes revelaram o fenômeno de facilitação social e estratégias de exploração espacial altamente sofisticadas que são comuns à matéria não-viva.
  • Theodore Evans: filiado à Escola de Biologia Animal na University of Western Australia. Sua pesquisa tem enfoque na evolução e ecologia da socialidade (especialmente em insetos e aranhas), abordando as seguintes questões: como as baratas solitárias se desenvolveram em cupins sociais? O que levou a diversificação subsequente de cupins em vários nichos? Como coexistem tantas espécies com necessidades semelhantes? E como os cupins afetam o crescimento das plantas através de seus papéis como engenheiros de ecossistemas?
  • David Sillam-Dussès: filiado ao Laboratoire d’Ethologie Expérimentale et Comparée, Université Paris 13 e ao Institute of Ecology and Environmental Sciences of Paris, onde realiza pesquisas com enfoque nas estratégias reprodutivas, estratégias defensivas, evolução, estrutura e função de glândulas e, principalmente, comunicação química de cupins.

O evento contará também com a participação de vários termitólogos brasileiros. Haverá premiações para os melhores trabalhos nas categorias pôster e apresentação oral e concurso de fotografias. Os participantes também podem se inscrever nos seguintes minicursos:

Acesse www.symtermes.ufv.br e saiba mais sobre o IV Simpósio de Termitologia.

Leia também: IV Simpósio de Termitologia terá abordagem multidisciplinar

Particularidades e vivências que o Lattes não conta

Quando um estudante ingressa no mestrado, ele traz consigo vivências de toda a sua formação. A pós-graduação é apenas a continuidade de uma história que começa bem antes, ainda na educação básica. Vem a graduação, o mestrado, o doutorado, mas a riqueza de todas essas vivências não cabe no Lattes. O professor Raimundo Wagner de Souza Aguiar, egresso do PPG em Entomologia da UFV, é um bom exemplo disso. O início da sua formação foi em um internato, localizado na maior ilha fluvial do mundo. Ele passou pela polícia militar, pela graduação em Engenharia Agronômica, pelo mestrado em Entomologia na UFV e o doutorado na UnB, até retornar ao seu estado de origem, como professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), onde hoje, colabora e incentiva a formação de outros jovens.

Natural de Formoso do Araguaia (TO), filho de pais lavradores, o professor da UFT aprendeu a sonhar desde cedo: “Meus pais não tinham recursos, mas sempre nos fizeram sonhar. E fazia parte desses sonhos frequentar grandes instituições, como a UFV e a UnB. O meu acesso foi tranquilo e hoje, eu indico o mesmo aos meus alunos. A educação transforma cidadãos neste país. Temos que valorizar cada vez mais as nossas instituições de ensino para transformarmos a nossa sociedade”. Para o professor que nasceu em um dos municípios integrantes da Ilha do Bananal, poder colaborar com a formação de outras pessoas na região Norte é muito gratificante.

  Escola de Canuanã

Raimundo concluiu o ensino médio na Escola de Canuanã, da Fundação Bradesco. A escola fica na maior ilha fluvial do mundo. Cercada pelos rios Javaés e Araguaia, a Ilha do Bananal tem uma área de aproximadamente 25 mil quilômetros quadrados, com belezas naturais exuberantes, e abriga grandes reservas indígenas.

Além da sua fascinante localização geográfica, outras características fazem a Escola de Canuanã ser referência. A instituição é voltada para o cotidiano da comunidade e suas aulas são adaptadas à realidade dos alunos. Ela atende crianças e adolescentes de baixa renda que moram na zona rural da região. Os alunos estudam em período integral e também vivem na escola, que oferece moradia, alimentação, assistência médica e odontológica, esporte e lazer. Além do ensino fundamental e médio, a Fundação oferece o curso de Técnico em Agropecuária, o qual Raimundo fez. De acordo com ele, como lá oferece tudo o que os alunos precisam, os pais deixam seus filhos e eles só retornam para a casa dos pais nos períodos de férias, em julho e dezembro.

O professor da UFT estudou nesse regime de internato por dez anos. Após concluir o curso de Técnico em Agropecuária, ele trabalhou na polícia militar e em 1996, ingressou no curso de Engenharia Agronômica na Universidade do Tocantins. Foi nessa época que a UFV passou a fazer parte dos seus sonhos, já que vários dos professores de lá eram egressos da UFV. “No Norte, a UFV é muito importante por causa desses profissionais”. 

  Acolhimento na UFV

Por incentivo do seu orientador na época, o professor Julcemar Didonet, Raimundo conheceu a UFV. Em 1998, ele veio pela primeira vez a Viçosa, onde fez estágio com os professores José Cola Zanuncio e Raul Narciso Carvalho Guedes. Esse período foi determinante para inspirá-lo a seguir na pós-graduação. Assim, em 2001, Raimundo retornou à Viçosa para fazer o mestrado em Entomologia, sob a orientação da professora Leda Faroni.

Durante o mestrado, Raimundo desenvolveu pesquisas sobre atmosfera modificada no controle da praga Triblium castaneum. “Saí de uma universidade pequena. Não é fácil estar num berço do conhecimento como é a UFV, e eu fui muito bem acolhido. O sistema de conhecimento de Viçosa é muito importante porque além de ter o acolhimento dos alunos que chegam de outras instituições, ele permite que, de uma forma amigável, você adquira conhecimento com os colegas que já estão no departamento. Tenho um grande carinho pelo Departamento de Entomologia. Hoje, a Entomologia é Conceito 7 e eu fiz parte dessa história. Foi um marco na minha formação profissional e contribuiu para a minha formação pessoal, o criticismo e a perspectiva de desenvolvimento com eficiência”.

  Interdisciplinaridade

Após concluir o mestrado em 2003, Raimundo ingressou na Universidade de Brasília (UnB), onde fez doutorado em Biologia Molecular, sob a orientação do professor Bergmann Morais Ri. No doutorado, ele trabalhou com expressão de proteína voltada para o controle de insetos. “Mudei de área, mas voltado para uma parte nova que estava surgindo junto à entomologia, que é desenvolver peptídeos, pegar proteínas isoladamente e testar contra insetos. São duas linhas totalmente diferentes, mas o meu conhecimento inicial em entomologia me ajudou muito no doutorado. Isso mostra a interdisciplinaridade do curso” – avalia.

Desde 2008, Raimundo é professor adjunto na UFT e mantém parcerias com colegas da UFV, como o professor Eugenio Eduardo de Oliveira. Motivo pelo qual, recentemente, ele esteve na UFV. No dia 28 de setembro, ele ministrou a palestra “Flora e fauna neotropicais como fontes de inspiração para produtos biotecnológicos”. A sua abordagem mostrou para os estudantes da Entomologia, como é amplo o campo de ação de um entomologista, podendo abranger também o desenvolvimento de produtos biotecnológicos, tendo como inspiração a flora e fauna.

Palestra Raimundo Aguiar

Para o professor da UFT, mesmo estando geograficamente distante, a UFV permite parcerias em pesquisas. “Isso favorece os programas de pós-graduação que estamos implantando na UFT, que são gerenciados por ex-alunos da UFV. Estamos formando pessoas na região Norte, a partir dos professores formados na UFV” – afirma, com orgulho.

  Veja mais alguns momentos da última visita do professor Raimundo Aguiar à UFV: