Professor Fiuza celebra 50 anos da sua primeira publicação científica

Prestes a se aposentar, o professor Paulo Sérgio Fiuza está celebrando os 50 anos de publicação do seu primeiro artigo científico. No ano de 1968, ainda como estagiário do Museu Nacional do Rio de Janeiro, ele participou como coautor de duas publicações na Revista Brasileira de Biologia. “Ambas as publicações foram importantes no início do meu caminhar na entomologia taxonômica. No entanto, ressalto o trabalho ‘Mirídeos Neotropicais, CIV: revisão de tipos do Museu de Historia Natural de Budapest, Hungria (Hemiptera)’ porque foi a minha primeira oportunidade de apresentar um trabalho em congresso e o mais importante, no III Congresso Brasileiro de Zoologia,  por ocasião do sesquicentenário do Museu Nacional do Rio de Janeiro. E também por constar uma documentação fotográfica da minha participação ao lado de renomados cientistas internacionais, Dr. José Cândido de Melo Carvalho e do Dr. Newton Dias dos Santos, que presidia a mesa na ocasião”.

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O trabalho ao qual ele se refere com orgulho, trouxe relevante contribuição ao conhecimento da diversidade dos mirídeos neotropicais. A publicação apresenta ilustrações de 20 espécies, histórico taxonômico de cada espécie, medidas (morfometrias), diagnoses, redescrições, distribuição geográfica, dados sobre os exemplares estudados e observações gerais. O trabalho teve origem na visita que o Dr. José Cândido fez ao Museu de História Natural da Hungria, em Budapeste, onde ele estudou as espécies de mirídeos neotropicais depositados naquela instituição.

Ainda jovem, o professor Fiuza já era um entusiasta dos insetos: “Em 1968, com 18 anos de idade, me foi concedido pelo Colegiado do Museu Nacional do Rio de Janeiro, autorização como estagiário voluntário, uma vez que só poderiam frequentar estágios nessa instituição quem estivesse oficialmente em uma universidade. Tudo graças ao Dr. José Cândido, pesquisador do setor de Entomologia – Hemiptera, que acreditou e investiu no meu potencial como futuro taxonomista”.  Fiuza destaca que o zoologista contribuiu de forma expressiva para a sua formação. Pela filosofia do Dr. José Cândido, o estagiário “tinha de participar de trabalhos de pesquisa desenvolvendo uma série de atividades sob a sua orientação, o que resultavam quase sempre em publicações científicas em coautoria”. Daí as duas publicações bem no início de sua carreira como pesquisador.

O professor da UFV avalia que, de lá para cá, muita coisa mudou no cenário das publicações: “As pesquisas que culminam com seus resultados divulgados através de revistas especializadas de divulgação internacional tiveram um avanço extraordinário com o advento da informática e sua evolução galopante. As publicações científicas se especializaram numa infinidade de áreas de estudos, o que levou a criação de um boom de revistas científicas com escopo próprio. A divulgação das pesquisas se tornou mais acurada, informativa, acessível e inquisitiva, o que permitiu o surgimento de novos campos de investigação científica, com novas hipóteses e novas áreas para serem criadas. E a ciência da Taxonomia, onde venho contribuindo, está incluída nesse processo dinâmico” – avalia.

50 anos dedicados à Taxonomia

Ao longo dos 50 anos de carreira, o professor Fiuza soma 103 artigos e cinco capítulos de livro publicados até o momento. Dentre os trabalhos, ele é certeiro ao destacar alguns, como, por exemplo, o capítulo do livro “True Bugs (Heteroptera) of the Neotropics”. Essa obra é considerada a mais completa publicação sobre percevejos da região Neotropical, contando com a participação de 46 especialistas em diferentes grupos taxonômicos. Juntamente com o pesquisador do United States Department of Agriculture (USDA) Thomas J. Henry e a doutora em Entomologia pela UFV Lívia Aguiar Coelho, o professor Fiuza é autor do capítulo “Plant Bugs (Miridae)”.

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Especialista na taxonomia de percevejos mirídeos, o professor do Departamento de Entomologia pretende encerrar em breve a sua carreira na UFV: “Trabalhar em pesquisas, dar aulas sobre os insetos e desenvolver atividades no Museu de Entomologia são para mim uma profissão prazerosa e autoestimulante. No entanto, na atual conjuntura em que o nosso país vive, venho observando e ao mesmo tempo envolto num sistema onde a avaliação do seu esforço nas áreas de ensino, extensão e pesquisa, principalmente as duas primeiras, estão relegadas a segundo plano, no terreno da desmotivação e falta ou corte de recursos. O professor hoje em dia é avaliado pela sua contribuição científica numa forma de gincana, onde os maiores pontos alcançados, acredite se quiser, correspondem a índices de impacto entre revistas! A sua contribuição não é o primordial, vale o fator de impacto da revista ou periódico onde você publicou! Dentro desse jogo voraz, conferem os pódios, as honrarias e os méritos (recursos financeiros). Trata-se concomitantemente de uma estratégia para reduzir verbas na avaliação de cursos de pós-graduação e provocar uma guerra de disputas entre os próprios professores e entre instituições, ao invés de buscar qualidades, inovações e harmonias”.

Entretanto, a proximidade da sua aposentadoria na UFV não significa o fim, mas o início de uma nova etapa. “Ainda desfrutando de boa saúde, acredito sim que será o início de uma nova jornada, onde continuarei colaborando com a taxonomia dos percevejos mirídeos neotropicais para diversos campos da ciência: biodiversidade, avaliação de impacto ambiental, planos de manejo, fisiologia, morfologia, relação inseto-planta, pragas e agentes de controle biológico, entre outros, para diversas instituições nacionais e internacionais. Quero continuar utilizando dos conhecimentos e recursos adquiridos nos meus cursos de especialização, mestrado, doutorado e pós-graduação na Taxonomia de Insetos. Dar continuidade a Cursos Práticos de Taxonomia de Insetos Adultos e iniciar imaturos com atividades de extensão, que já ministrei no Brasil e exterior. É primordial que um entomologista profissional conheça ou ao menos saiba dos recursos para identificação das principais famílias das ordens de insetos neotropicais”.

Profundo conhecedor dos passos que um entomologista deve seguir na sua formação, o professor Fiuza deixa um conselho aos iniciantes que hoje almejam uma carreira de sucesso: “A pós-graduação oferece a oportunidade de descobrir e aperfeiçoar o seu talento e montar a sua linha de pesquisa, ensino e extensão. Procure harmonizar essa trilogia que será sempre o alicerce da sua estrutura de vida profissional, que lhe trará satisfação, motivação e autoestima, pois você estará sempre contribuindo para o bem presente e futuro da sociedade. Por mais simples que pareça o seu trabalho, ele faz parte importante de um contexto com o objetivo de se chegar a um resultado positivo. Por exemplo, a taxonomia, se você não identificar o inseto, nada pode avançar. Se a identificação for errada, vai provocar uma série de informações erradas, fracassos em diversas outras pesquisas, o que chamo de ‘teoria do caos’! Por isso, é importante que você faça parte de grupos de pesquisas, fazendo o melhor de sua parte, publicando juntos, contribuindo para um objetivo comum. Lute sempre pelo que é certo, para você e seus colegas”.

Resultado da seleção de bolsista para pós-doutorado

Nesta quarta-feira, dia 20, foi divulgado o resultado da seleção para pós-doutorado, com bolsa financiada pela CAPES, através do Programa Nacional de Pós-Doutoramento (PNPD). Sete candidatos participaram do processo seletivo, sendo selecionado Caio Antunes de Carvalho. Solicitamos ao candidato selecionado que entre em contato com a Secretaria do PPG em Entomologia.

Confira o resultado na íntegra:

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Perfil: Og DeSouza, entomólogo de nascença

Você se lembra de quando ouviu a palavra entomologia pela primeira vez? Poucas pessoas devem se lembrar de quando descobriu o nome da área que estuda os insetos. Mas, certamente, aqueles que se lembram têm uma relação singular com essa especialidade. O professor Og DeSouza, por exemplo, a descobriu há mais de 45 anos, quando ainda garoto ganhou uma enciclopédia de ciências naturais que trazia o termo. Aos nove anos de idade, a palavra entomologia mais que uma novidade para o seu vocabulário, trazia para o pequeno Og um significado ainda maior. Ali, ele decidiu a sua profissão: iria ser entomólogo! O menino que descobriu bem cedo o fascinante mundo dos insetos acaba de atingir o topo da carreira do magistério superior. Ele foi promovido a professor titular do Departamento de Entomologia da UFV. E foi com o título “Entomólogo de nascença”, que ele apresentou o seminário do concurso para professor titular no dia 29 de novembro, quando contou um pouco da sua relação com os insetos, desde a infância até os dias atuais.

 “A intimidade com os insetos veio logo cedo, aos três anos de idade. Aos nove anos, descobri a palavra Entomologia numa enciclopédia de ciências naturais que ganhei de meu padrinho Mário Lúcio da Fonseca, em 18 de dezembro de 1971. Foi aí que descobri minha profissão: eu queria ser entomólogo. Nem médico, nem padre, nem engenheiro. Entomólogo e ponto! Devorei os capítulos que falavam de Arthropoda, li e reli os capítulos sobre Insecta. Aprendi alguns nomes complicados e os enfiava em qualquer conversa sobre qualquer assunto, pensando em impressionar meus pais e os amigos deles. Acho que consegui algumas vezes…” – conta. Na sétima série, já era chamado de entomólogo pelo professor de biologia.  Fato que o deixava muito orgulhoso, por sinal.

Após o ensino médio, concluído no Colégio de Aplicação da UFV (Coluni), o destino foi certeiro: o curso de Agronomia. “Minha estratégia era simples: a Agronomia me possibilitava ter contato com a Entomologia e ao mesmo tempo me abria oportunidades de trabalho e renda muito melhores do que o cenário em que a Biologia se inseria. Fui muito feliz nesta escolha. O curso de Agronomia na Universidade Federal de Viçosa era e continua sendo um dos melhores do país, com excelente estrutura e professores de alto gabarito. Ainda calouro, ouvi dizer que muitos destes professores tinham doutorado, mas eu não tinha a menor noção do que era isso! Ao descobrir do que se tratava, tomei minha próxima decisão importante: eu queria fazer doutorado em Entomologia!”.

Foi com essa convicção que o professor Og foi construindo uma sólida carreira. Ainda nos primeiros períodos da graduação, ele conseguiu o seu primeiro estágio, no Museu de Entomologia da UFV. Sem dominar nenhuma das habilidades exigidas para a vaga, mas manifestando o seu imenso gosto pelos insetos, Og conquistou a vaga de estágio com o professor Paulo Sérgio Fiuza Ferreira, hoje seu colega de Departamento. Foram quatro anos se dedicando ao estágio e às matérias da Agronomia. “Aprendi muito com o professor Fiuza e com David dos Santos Martins, que na época era técnico de nível superior do Museu e fazia mestrado em Fitotecnia na própria UFV. Devo a ambos a base sobre a qual construí minha carreira entomológica”.

O mundo dos cupins

Naquela época, não se tinha a oferta de bolsas de iniciação científica como se tem hoje. “Sabedor de que eu não tinha bolsa, o professor Sebastião Bastos Nogueira me ofereceu um estágio remunerado para testar inseticidas. Um salário mínimo, uma fortuna para mim. Imediatamente dispensei o suado meio-salário que meu pai me enviava mensalmente e acumulei os dois estágios: com o Fiuza e com o Nogueira. O professor Nogueira me apresentou o mundo dos cupins. Num primeiro momento, não me entusiasmei muito, pois faltava neles o colorido dos Coleoptera: Chrysomelidae, que eu mantinha organizados no Museu de Entomologia. Mas tudo começou a mudar quando estagiei no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP)”. Og passou duas semanas como estagiário da seção de Isoptera do MZUSP. “Ao ser apresentado à enorme diversidade de formas dos Isoptera, comecei a perdoá-los por não serem tão coloridos quanto os besouros”.

O novo estágio veio reforçar a sua preparação para a próxima etapa a ser conquistada: o mestrado em Entomologia da UFV, que acabara de ser criado pelo professor Evaldo Vilela, em 1984. Visando ter no seu currículo uma passagem formal pela entomologia, Og também se candidatou e foi aprovado como monitor da disciplina Entomologia Geral (antes, BAN 262 e hoje, ENT 160).

A escassez de bolsas era uma realidade, mas Og buscou alternativas para levar adiante os seus planos na pós-graduação. “Seguindo um conselho do professor Vilela, tratei logo de procurar um financiamento externo para o meu mestrado, conseguindo-o da Tinker Foundation, por intermédio do World Wildlife Fund (WWF). A exigência para esta bolsa era das mais agradáveis: conduzir a tese na Amazônia, com foco em cupins, dentro do projeto Biological Dynamics of Forest Fragments. Meu projeto foi avaliado e aprovado – pasme! – por Edward O. Wilson, que já naquela época era uma lenda viva do estudo dos insetos sociais. O trabalho na Amazônia consolidou a minha paixão pelos cupins. O professor Nogueira novamente foi peça chave nisso, conseguindo um novo estágio, desta vez, no Museu Emílio Goeldi, sob a orientação do professor Adelmar Bandeira. Juntei as amostras que já tinha coletado em Manaus e fui a Belém para identificá-los. Voltei de lá totalmente convencido de que construiria uma carreira em Isoptera”.

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Sempre preocupado em consolidar a qualidade da pós-graduação em Entomologia da UFV, o professor Evaldo Vilela trazia frequentemente a Viçosa pesquisadores estrangeiros, e Og tinha participação ativa na recepção dos visitantes. “Para treinar minhas habilidades linguísticas, eu servia de cicerone aos visitantes. Por intermédio de dois deles, Dr. Pierre Jolivet e Dr. Clive Wall, consegui dois aceites para o doutorado no exterior: um em Montpellier, na França e outro no Imperial College, Silwood Park, na Inglaterra. Não foi difícil optar, o Imperial era a ‘Meca’ da Ecologia naquele momento, monstros sagrados da área trabalhavam em Silwood: John Lawton, Bob May, Charles Godfray, Mike Hassel, Mick Crawley, dentre outros. Fui orientado pela Dra. Valerie Brown (na época vice-presidente da prestigiosa Bristish Ecological Society) com coorientação do Dr. John Lawton, numa tese sobre efeitos da fragmentação do ecossistema nas comunidades de cupins do cerrado” – revela.

Carreira docente

Em 1992, ainda cursando o doutorado, Og foi aprovado num concurso para professor da UFV e assim que defendeu a sua tese, em setembro de 1993, assumiu o cargo. Nesses 24 anos de carreira docente, ele já orientou (como orientador principal) 13 teses de doutorado e 20 dissertações de mestrado. Foi coorientador de outras 56 (em ambos os níveis). Supervisionou cinco pós-doutores e tem 66 artigos completos publicados. Og é Bolsista de Produtividade CNPq 1B, editor associado da Sociobiology desde 2013, é membro do corpo editorial da CopIt ArXives desde 2008, e foi editor associado da Neotropical Entomology, de 2009 a 2014. Og atua como membro de comitês avaliadores na FINEP, CNPq, CAPES e Fapemig e como consultor do Fond de Recherches Scientifiques (Bélgica). Em reconhecimento ao trabalho que desenvolve junto à Fapemig, Og recebeu o Prêmio Amigos da Ciência, Amigos da Fapemig, durante as comemorações dos 30 anos da Fundação, em 2016.

Além de professor, Og foi coordenador do Programa de Pós-graduação em Entomologia entre 1999 e 2000, quando implementou um sistema de distribuição de recursos financeiros com base no nível de produtividade científica do pesquisador. “Isso não só imprimiu grande transparência ao sistema, mas também serviu como reconhecimento do esforço de publicação do pesquisador, e contribuiu para um avanço considerável na nossa produção. Já no ano 2000, éramos um dos programas de pós-graduação proporcionalmente mais produtivos da UFV, apesar de naquela época ainda sermos nível 5. Quero crer que isso tenha também contribuído para nossa posterior elevação ao nível 7 da CAPES”. Na sequência, entre 2000 e 2004, Og foi pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFV, na gestão do então reitor Evaldo Vilela.

Além dos cargos importantes, produção científica, entre outros, Og tem uma grande preocupação com um aspecto da sua carreira: a didática. “Considero que um professor tem obrigação de dar uma aula excelente. Considero ainda que, quem decide se a aula foi excelente é o aluno! Radicalmente, tenho para mim que não há nada difícil de entender; o entendimento depende muito mais do jeito de explicar do que da capacidade de raciocínio do aluno. Em outras palavras, quando um aluno não entende uma explicação, quem deve se esforçar para resolver o problema é o professor. Para isso, o professor deve usar de todas as técnicas possíveis para tornar mais leve o esforço de aprendizado do aluno. Muito desta postura aprendi com os professores Vicente Wagner Dias Casali e Per Christan Braaten, ambos aposentados da UFV. Sou-lhes muito grato por isso”.

Gratidão

Alguns anos já se passaram desde quando o garoto Og sonhava com a profissão que exerce hoje. Mas o encantamento pelos insetos só aumentou com o passar do tempo. Agora, ao atingir o título de professor titular do Departamento de Entomologia, o sentimento dele é de gratidão. “Considero ter alcançado aquele meu sonho de me tornar Entomólogo e sei que isso só foi possível porque ao longo desta jornada tive ajuda e incentivo de muita gente. Sou grato aos meus pais que permitiram que eu brincasse com aqueles ‘bichos’ estranhos ao invés de incutir em mim uma repulsa aos insetos. Sou grato pelos livros presenteados por meu pai e por meu padrinho. Agradeço também àqueles inúmeros professores que souberam incentivar esta paixão pelos insetos. Devo muito também aos colegas, desde aqueles da graduação, passando pelos da pós-graduação em Viçosa e em Silwood Park, e incluindo os atuais colegas do Departamento de Entomologia da UFV. Vários deles se tornaram colaboradores científicos admiráveis, amigos inseparáveis ou irmãos quase siameses. Alguns se tornam as três coisas. Não poderia esquecer ainda dos meus orientados de iniciação científica, mestrado e doutorado. O convívio no nosso quotidiano do Laboratório de Termitologia me proporciona crescimento pessoal e profissional constante e profundo, e torna muito mais prazerosa a minha já apaixonada relação com a Entomologia. Nada disso seria possível, entretanto, sem o apoio incondicional que sempre tive de minha esposa Flávia e dos meus filhos Pedro e João. Eles são, ao mesmo tempo, o meu sustento e motivo nesta jornada. Se tive algum sucesso, este sucesso pertence a eles”.

Entomologia seleciona bolsista para pós-doutorado

Até o dia 17 de dezembro, a Entomologia estará recebendo inscrições para a seleção de um candidato para pós-doutorado, com bolsa financiada pela CAPES, através do Programa Nacional de Pós-Doutoramento (PNPD).

O candidato pode se inscrever em uma das seguintes modalidades:

  • a) brasileiro ou estrangeiro residente no Brasil portador de visto temporário, sem vínculo empregatício;
  • b) estrangeiro residente no exterior, sem vínculo empregatício.

A bolsa terá duração de 12 meses, no período de janeiro a dezembro de 2018.

Para mais informações, leia o Edital 04/2017 de seleção de bolsista PNPD/CAPES.

Representantes discentes desempenham papel fundamental na pós-graduação

Na próxima semana, os estudantes do PPG em Entomologia vão eleger seus novos representantes na Comissão Coordenadora, aqueles que vão participar das discussões e decisões de interesse de todos os pós-graduandos. As inscrições de candidatos vão até o dia 12. Mas por que se candidatar à representação discente? “Para tentar aproximar os alunos e mantê-los informados das principais burocracias que temos que enfrentar desde a matrícula até a defesa, uma vez que os estudantes oriundos de outras instituições podem ficar perdidos quando ingressam numa nova instituição. Além disso, o treinamento de integrar a equipe de coordenação de um programa de pós-graduação vai além da formação comum. Com certeza traz muito amadurecimento profissional para nós discentes” – quem afirma são os atuais representantes, os doutorandos José Augusto Roxinol e Wilson Rodrigues Valbon.

Ambos cursaram a graduação na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e vieram fazer mestrado em Entomologia, na UFV. Assim, eles decidiram auxiliar outros estudantes que também chegam à Viçosa (MG) para a pós-graduação. De acordo com os doutorandos, eles sempre procuraram ouvir a opinião dos outros alunos em decisões importantes. “Ouvir dúvidas e questionamentos dos alunos e passar essas informações para os demais membros da coordenação é fundamental para o bom funcionamento da representação discente. As nossas ações foram sempre tomadas perante muito diálogo e cooperação”. Dentre as realizações, eles destacam a avaliação de disciplinas: “Uma ação importante, que ainda está em andamento, é a avaliação das disciplinas da Entomologia, feita pelos discentes, com o intuito de melhorar ainda mais a qualidade das disciplinas do programa”.

Gerir melhor o tempo certamente é um dos aprendizados que a representação discente proporciona: “Acreditamos que o principal desafio é a gestão de tempo. É desafiador manter as tarefas de doutorandos enquanto mantínhamos os alunos informados, os ouvíamos e partilhávamos as situações com os demais coordenadores. O PPG em Entomologia possui orientadores e alunos em outros departamentos e em áreas bem heterogêneas. Assim, são escassas as oportunidades de conhecermos todos nos corredores do Departamento de Entomologia. Tentamos fazer o melhor para que as informações fossem bem dialogadas”.

A representação discente é composta por um membro efetivo e um suplente, eleitos para um mandato de um ano. Prestes a encerrarem o seu mandato, José Augusto e Wilson avaliam que “no futuro, talvez tenhamos que tomar decisões parecidas em nossa vida profissional. Entender como se portar em situações como o processo de seleção, discussão de regimento, manejo de recursos públicos e coordenação de pessoal, com certeza é altamente valioso para nós”.

Para os doutorandos que também desejam passar por essa experiência, a hora é agora. Montem a sua chapa e inscrevam-se por e-mail, até o dia 12.  No Edital de Convocação constam todas as informações sobre a eleição. A votação para a escolha dos novos representantes vai acontecer no dia 14 de dezembro (quinta-feira), às 17h, no auditório do Bioagro. Participe!