Perfil: Arne Janssen

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O professor da University of Amsterdam, Arne Janssen, foi recentemente credenciado como orientador do Programa de Pós-Graduação em Entomologia da UFV. Embora a sua admissão como orientador seja recente, Arne já participa das atividades do Programa há bastante tempo. Há mais de dez anos ele é pesquisador colaborador da UFV.

Nascido na Holanda, Arne possui mestrado em Ecology – Leiden University (1983) e doutorado em Ecology – University of Amsterdam (1994). Arne veio para Viçosa a convite do professor Angelo Pallini, em 2003, quando passou a compartilhar a sua atuação profissional entre os dois países. Desde então, Arne passa seis meses do ano no Brasil e outros seis meses na Holanda. Em outubro, ele embarcou para a Holanda, onde permanecerá até fevereiro de 2014.

Desde o seu início como colaborador no Brasil, Arne co-orientou diversos estudantes. Neste ano, ele está atuando como orientador. Arne tem experiência na área de Ecologia e trabalha principalmente com controle biológico, dinâmica populacional e comportamento. Na University of Amsterdam, ele integra um grupo de pesquisas do Instituto de Biodiversidade e Dinâmica de Ecossistemas.

Arne conta que a porta da sua sala, seja aqui ou na Holanda, encontra-se sempre aberta. “O que pode ser resolvido na hora, deve ser resolvido” – afirma, revelando um pouco sobre a sua filosofia de trabalho. Arne destaca que auxilia os estudantes a traçarem metodologias e que, principalmente, os ensina a fazer pesquisas de forma independente. Além da orientação, Arne tem se dedicado a escrever artigos para publicar em revistas internacionais.

O fato de se ausentar do país por um determinado período do ano não influencia o andamento dos trabalhos em curso. Arne trabalha com estudantes do doutorado e pós-doutores, “que são mais independentes”. Ele conta que utiliza bastante das tecnologias para se comunicar com os estudantes.

Não está nos seus planos se estabelecer definitivamente por aqui. Ainda que veja vantagens em trabalhar no Brasil, Arne considera ser muito positivo o contato que ele estabelece entre os dois países. Sem contar que a University of Amsterdam lhe dá muita liberdade. Lá, não se exige dedicação exclusiva como no Brasil.

Além da liberdade, Arne avalia que na Holanda existem laboratórios mais bem equipados do que aqui. Mas, se comparado com a Holanda, Arne considera como sendo muito boas as condições no Brasil. “Aqui é ótimo. O salário do professor é alto. O Brasil está investindo muito, está crescendo. Dá para ir ao campo o ano todo montar experimento. Na Holanda, durante o inverno, isso é impossível. E mesmo aqui, dentro do Campus, tem muitas possibilidades para se pesquisar” – afirma Arne, destacando os diferenciais, dentre eles, a biodiversidade que cerca o Campus da UFV.

Arne gosta do Brasil, já se acostumou. Mas como todo estrangeiro, no Brasil ou em qualquer outro país, ele enfrentou dificuldades no início. Quando chegou, Arne não falava nada em português. Ele conta que foi difícil, mas que a superação depende da pessoa. Arne acredita que a adaptação de uma pessoa a uma nova cultura depende muito dos contatos pessoais que ela estabelece.

Assim, não é o idioma ou o povo deste ou daquele lugar que vai determinar a adaptação de um estrangeiro a um país, mas os contatos que ele faz. Arne avalia que se ele não tivesse se identificado com o professor Angelo Pallini, seu primeiro contato aqui, possivelmente ele não teria aceitado o convite para vir ao Brasil e não estaria aqui até hoje como colaborador e, agora, como orientador.

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