Professora Leda Faroni contribui para o desenvolvimento do PPG em Entomologia ao longo de 27 anos

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Após 27 anos de “contribuição na formação de profissionais com excelência no ensino, na extensão e na pesquisa pela atuação junto ao Programa de Pós-Graduação em Entomologia”, chegou ao fim a atuação da professora Leda Rita Dantonino Faroni como orientadora do PPG em Entomologia. Ao longo de sua carreira, a professora Leda vem desenvolvendo trabalhos científicos sobre “armazenamento de produtos agrícolas, ozônio em processos de descontaminação, detoxificação e remoção de agrotóxicos, controle de insetos-praga de grãos e subprodutos armazenados”, dentre outros temas. Com forte atuação na pesquisa, apenas na Entomologia UFV, ela orientou 15 estudantes de mestrado e seis de doutorado. Ao todo, considerando outros programas de pós-graduação, foram 50 orientações de mestrado e 39 de doutorado, até o momento.

Leda-FaroniProfessora do Departamento de Engenharia Agrícola, Leda iniciou a parceria com a Entomologia a convite do professor Evaldo Vilela, no ano de 1992, quando ela retornou do seu doutorado em Agronomia, na Universidad Politécnica de Valencia (Espanha). “Fui solicitada para criar uma disciplina voltada para controle de insetos-praga de grãos armazenados. Inicialmente, deveria ter o código BIO, mas o Departamento de Engenharia Agrícola, onde atuo, não concordou e assim a disciplina foi denominada ENG 674 – Pragas de Grãos Armazenados e Formas de Controle que, até pouco tempo, fazia parte das disciplinas da área de concentração da Entomologia”.

Dentre as pesquisas desenvolvidas ao longo desses anos no PPG em Entomologia, a professora Leda destaca “duas de grande relevância”: “Detecção de populações de Tribolium castaneum, Rhyzopertha dominica e Oryzaephilus surinamensis resistentes à fosfina, que além de aferição da existência de desvantagens adaptativas destas, na ausência da fosfina, correlaciona-se produção de CO2, massa corpórea e taxa instantânea de crescimento populacional; e Avaliação da toxidade do ozônio para diferentes populações de Tribolium castaneum, Rhyzopertha dominica e Oryzaephilus surinamensis resistentes e susceptíveis à fosfina e avaliação, através da taxa de desenvolvimento e de crescimento populacional, o custo adaptativo das possíveis populações resistentes”.

A parceria com a Entomologia foi encerrada recentemente, mas a professora do Departamento de Engenharia Agrícola segue atuante na pesquisa: “Além dos trabalhos voltados aos fatores que influenciam a perda de qualidade dos produtos agrícolas na pós-colheita e monitoramento e evolução dos níveis de resistência de populações de insetos-praga à fosfina, são desenvolvidas e/ou adaptadas tecnologias em substituição aos atuais métodos de controle de insetos-praga de grãos e subprodutos armazenados. Citam-se os trabalhos envolvendo: controle biológico com o ácaro Acarophenax lacunatus, os pós-inertes, o processo de fumigação com fosfina associada com dióxido de carbono, os óleos essenciais, o armazenamento hermético em silos bolsa, a fumigação com o gás ozônio em substituição à fosfina, tratamento de águas residuárias, descontaminação, detoxificação e remoção de resíduos de agrotóxicos com o gás ozônio em produtos agrícolas. Em geral, a atuação em pesquisa tem buscado o monitoramento, desenvolvimento e aplicação de tecnologias na pós-colheita para garantir a segurança e qualidade alimentar e o bem-estar humano, animal e do meio ambiente. Além disso, tenho contribuído para a comunidade científica, nacional e internacional, com revisões e pareceres técnicos em artigos e projetos de pesquisa, a convite de editores de periódicos e de agências de fomento”.

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