Iniciação científica propicia desenvolvimento aos estudantes

Paulo Antônio Santana Júnior

Participar de iniciação científica é uma experiência que pode fazer toda diferença na vida de um estudante. Embora quando se chegue à Universidade isso possa parecer distante para muitos calouros, a experiência de estudantes que passaram por esta situação mostra que basta ter disposição para buscar oportunidades.

O mestrando Paulo Antônio Santana Júnior, por exemplo, buscou um estágio no final do quarto período do curso de Agronomia, no ano de 2008, quando integrou a equipe do professor Marcelo Coutinho Picanço, no Laboratório de Manejo Integrado de Pragas (MIP) do Departamento de Entomologia da UFV.

Paulo começou com estágio voluntário e depois passou a bolsista de iniciação científica pelo CNPq.  Ele acredita que essa experiência foi fundamental para a sua formação. Além de melhorar o currículo, a iniciação científica ajuda a desenvolver habilidades como: capacidade de comunicação, melhorando o desempenho ao falar em público e na elaboração de pôsteres e relatórios técnicos; planejamento e montagem de experimentos de campo; coleta e análise de dados; trabalho em equipe e liderança – afirma o mestrando.

Paulo considera que a iniciação também melhora a autoestima, pois o estudante desenvolve senso crítico e fica mais exigente e rigoroso com os seus trabalhos. Acrescentando-se o contato direto com outros estudantes, tanto da graduação como da pós-graduação, enriquecendo ainda mais a vivência. Ele acredita que passar pela graduação sem ter uma experiência na iniciação científica faz muita falta, pois “as disciplinas da graduação são muito gerais e na iniciação o estudante tem a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos”.

Paulo chegou recentemente de um intercâmbio nos Estados Unidos e acaba de ser aprovado para o Mestrado em Entomologia. E ele só tem elogios a fazer com relação à sua experiência no Laboratório de Manejo Integrado de Pragas. Para ele, tudo que vem conquistando é decorrente disso.

O único arrependimento de Paulo é não ter procurado um estágio logo no primeiro semestre da graduação. Ele conta que quando calouro procurou se dedicar às disciplinas mais difíceis para só depois de vencê-las buscar um estágio. Hoje, ele mudou sua visão e acredita ser fundamental um estudante procurar estágio o quanto antes, para se orientar.

Paulo afirma que conciliar disciplinas com atividades de estágio não atrapalha o desempenho dos estudantes. Pelo contrário. De acordo com a sua experiência, o desempenho até melhora, já que o estudante passa a ser mais cobrado e, consequentemente, passa a ser mais disciplinado. “O estágio dá foco, melhora a capacidade de organização”.

Mesmo que o estudante não se identifique com a área que começou a trabalhar na iniciação científica, ele acredita que a experiência é válida para orientar escolhas futuras. Por isso Paulo aconselha aos recém-chegados na Universidade que procurem um professor para se informar sobre as oportunidades existentes. Certamente, eles não vão se arrepender.

2 Comments on “Iniciação científica propicia desenvolvimento aos estudantes

  1. Oi Paulo, preciso saber a quantidade (ml) de benzaldeído, metanol e etanol para fazer um litro daquela mistura que atrai a broca do café…
    muito obrigado

    • Thales,
      A mistura é composta por uma parte de etanol, três partes de metanol e 1% do total da mistura de benzaldeído (1:3:1%). Qualquer dúvida procure a tese de doutorado do Professor da UFV Flávio Lemes Fernandes, nela contem todas as informações detalhadas.

      Espero ter ajudado!

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